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Evento em junho apresentou tecnologias ambientais e estreitou parcerias entre Alagoas e empresas alemãs

A abertura do I ETA AMBIENTAL MERCANTIL INTERNACIONAL 2019 no dia 13 de junho contou com a participação do presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (FIEA) José Carlos Lyra de Andrade e representantes do governo de Alagoas. O secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, representou o governador Renan Filho. Além dele, o presidente do Instituto Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL), Gustavo Lopes, frisou, em seu discurso, a prioridade que o Executivo alagoano tem dado para a área ambiental.

“Fomos o primeiro estado do Nordeste a acabar com os lixões em todos os seus municípios e o segundo a acabar com o desmatamento em áreas de Mata Atlântica”, frisou Lopes.

Dessalinização

O engenheiro Claus Mertes, um dos maiores especialistas em dessalinização no mundo, abriu o primeiro painel do evento. Ele, que é diretor executivo do Instituto de Dessalinização DME da Alemanha, apresentou um panorama detalhado sobre a atuação do segmento no planeta.

O avanço desse centro de pesquisa foi resultado de investimentos contínuos por parte do Instituto de Dessalinização da Alemanha. Atualmente, 60 milhões de euros estão sendo aplicados em várias frentes de pesquisa, que envolvem universidades, indústrias e cooperação técnica. De acordo com Claus Mertes, várias áreas brasileiras, de superfície de mar, estão contaminadas, o que as torna não potável.

“Cada uma dessas áreas salgadas precisa passar processos de dessalinização”, ressaltou.

Claus Mertes, DME

Mas por que a dessalinização passou a ser procedimento imprescindível?

Claus Mertes explicou que são vários os motivos que levam a isso, mas o crescimento acelerado da população mundial, e a consequente necessidade de alimentar essa legião de pessoas, representa uma das maiores causas. Além disso, o desmatamento de áreas também contribui muito para a necessidade de dessalinização.

“Vale ressaltar que 70% das áreas desmatadas são utilizadas para a agricultura”, frisou Claus.

Outro motivo é a redução no nível de água dos lençóis freáticos por conta das constantes retiradas de água subterrânea próxima as costas marítimas.

Tratamento de chorume por osmose reversa

Marcelo Viegas, coordenador da LTM Brasil

O coordenador da LTM Brasil, Marcelo Viegas, apresentou a tecnologia por osmose reversa para o tratamento do chorume. A LTM Brasil possui a melhor tecnologia para o tratamento do chorume, cumprindo com os parâmetros mais rígidos exigidos pelas autorizadades ambientais.

Governo de Baden-Wurttenberg estreitou relações com Alagoas

Ewald Stirner, representante do governo de Baden-Wurttenberg no Brasil

O representante do Estado alemão Baden-Wurttemberg, Edwald Stirner, ressaltou que o Brasil é um antigo parceiro de seu país natal “São mais de 200 anos de parceria. Atualmente, oferecemos 1200 empregos no Brasil. Além disso, 200 brasileiros estão em nosso Estado, trabalhando”, frisou, acrescentando que a meta é estreitar as relações da Alemanha com Alagoas e o Nordeste, em especial, no que diz respeito às tecnologias ambientais de vários segmentos. O professor Uwe Menzel, da Universidade de Stuttgart apresentou “”Perspectivas e desafios da Gestão de Águas resíduais no Brasil – projetos com Baden-Wurttenberg”

Duas empresas alagoanas participaram da abertura do evento

A Essencial, representante exclusiva no Brasil da ETE compacta BioGill de fabricação australiana, está inovando e inaugurou a primeira planta no munícipio de São Miguel dos Milagres em Alagoas

São Miguel dos Milagres, Alagoas

A alagoana Hidrosolo, que opera com tecnologias para tratamento de água, fechou a abertura do evento ressaltando técnicas inovadoras para remoção do nitrato em poços de abastecimento para potalização.

Energias renováveis e inovações

O executivo Júlio César Müller, diretor da VoltMAIS Soluções Elétricas Sustentáveis, garantiu que, além de ser uma iniciativa sustentável, essa tecnologia oferece um excelente investimento econômico, tanto para empresas e indústrias de portes variados, como para condomínios e edifícios residenciais que decidirem pela instalação.

O nicho, que está para chegar a Alagoas, já se consolidou nas demais regiões do País, chegando a ultrapassar a energia térmica em quantidade de instalação. A VoltMAIS, em 17 anos de atuação no mercado brasileiro, tem previsão para implantar 218 empresas, que já estão em processo de construção. Além delas, a expectativa é de que outros 328 empreendimentos adotem a energia solar em suas instalações.

Pequenas eólicas “low wind”

O tecnólogo Felipe Fussi – sócio fundador da Smartset Soluções Energias e Tecnologias, contou que o mercado mundial tem procurado, de forma especial, as eólicas de pequeno porte, que oferecem tecnologia de ponta.

“Essa tecnologia, que atende o potencial do Nordeste, por conta dos ventos de baixa velocidade (low Wind), é uma tendência mundial para geração de projetos híbridos de energia”, ressaltou Fussi.

A instalação do equipamento pode ser feito de formas variadas dependendo – em lajes, telhados, no solo, no topo de edifícios – dependendo da posição e da qualidade do vento. Atualmente, a energia eólica é campeã de consumo na China, seguida pelos Estados Unidos e Inglaterra.

Resíduos sólidos também foi tema abordado por especialistas

Aruntho Savastrano Neto, CETESB

O tratamento que é dado aos resíduos sólidos foi tema de outro painel apresentado no evento. O engenheiro civil Aruntho Savastrano Neto, que, no momento, exerce o cargo de assistente técnico da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), falou sobre as ações de controle que são praticadas na empresa.

Na prática, uma das principais funções da companhia é acompanhar o trabalho diário de cada um dos dois aterros sanitários de São Paulo para que, depois, possa dar uma nota específica pelo serviço prestado. Diariamente, a capital paulista produz aproximadamente 17 mil toneladas de lixo.

“O trabalho é de alta complexidade e existe uma imensa logística. Mesmo assim, a nota dos aterros estão acima de 9,5 na classificação”, frisou.

Savastrano, ressaltou, em sua palestra, a necessidade de olhar o resíduo como matéria prima, buscando, cada vez mais, evitar o desperdício.

O painel Resíduos Sólidos também foi tema da palestra abordada pelo coordenador da multinacional P&D Allonda Ambiental, Márcio Nunes, que opera há mais de 18 anos no Brasil. Ele falou sobre a transformação e valoração de resíduos industriais. Uma das vertentes foi a transformação do lodo biológico em biomassa ou fertilizante. E, aproveitando que estava em Maceió, região onde o setor sucroalcooleiro é forte, também ressaltou a transformação da vinhaça a carbono duplo de cálcio e potássio, sistema considerado inovador.

Felipe Fussi apresentou ainda a tecnologia de cogeração de energia da madeira, líder mundial, Re2 Spanner. As plantas da Re2 são modulares e transformam madeira em eletricidade e calor.

No âmbito local, a Alagoas Ambiental, que faz a operacionalização dos dois aterros sanitários do Estado, fez uma síntese do seu trabalho, todo pautado na consciência ambiental.

Professora Patricia de Araujo

A professora e consultora, Patrícia de Araújo apresentou soluções para o Tratamento de Resíduos de Saúde RSS e o Professor Carlos Lima apresentou estimativas de emissões de CO2 de sua mitigação via reflorestamentos.

A empresária Simone Horvatin, fundadora da SUPPLYgoGREEN Techonologies for a Green World e organizadora do evento, apresentou tecnologias europeias que buscam o mercado brasileiro. Ele falou, em especial, sobre Sistemas Industriais de Limpeza de Alta e Baixa Pressão com Tratamento e Reuso de Água que está sendo utilizado, de forma inovadora, na lavagem de caminhões-silo e tanques industriais Gröninger.

Simone Horvatin apresentando a tecnologia Gröninger

Fonte:
Elisana Tenório, Jornalista
Comunicação/Imprensa
Tel.: 82 99815973

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