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Nova edição da MG.Biota é lançada com pesquisas sobre biodiversidade de Minas Gerais

Imagem: Divulgação MG.Biota | PDF gratuito para baixar- 56 páginas

O Boletim Científico, editado pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), é publicado semestralmente. A nova edição da revista MG.Biota, com data de julho a dezembro de 2020, são apresentados estudos com a fauna e a flora, lançando um olhar sobre cinco pesquisas em diferentes biomas e espécies.

Esta edição, em formato eletrônico, já está disponível.

A atual publicação apresenta um trabalho composto por três partes do projeto “Germinação de espécies vegetais do campo rupestre“, desenvolvido pelo Departamento de Genética, Ecologia e Evolução, Instituto de Ciências Biológicas (ICB), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na Serra do Cipó/MG: Germinação de espécies de melastomataceas de campo rupestre; Comportamento germinativo de sementes de CecropiapachystachyaTrec. (Urticaceae); Comportamento germinativo de sementes de Jacaranda caroba Vell. D.C.(Bignoniaceae).

Segundo os responsáveis pelo projeto, os pesquisadores Yumi Oki e Geraldo Wilson Fernandes, o campo rupestre representa um ecossistema de singular biodiversidade e endemismo.

As plantas que habitam esse ecossistema similar às Savanas apresentam comportamento germinativo particular, favorecendo a comunidade vegetal a se desenvolver em um ambiente com duas estações bem definidas, ampla variação térmica durante o dia e uma grande heterogeneidade de habitats.

O projeto consiste em avaliar a ecofisiologia da germinação de espécies vegetais do campo rupestre quartzítico e ferruginoso.

Mais 37 espécies vegetais já foram avaliadas.

Até o momento, os pesquisadores observaram que a melhor faixa de temperatura para germinar varia conforme a espécie vegetal. Já a maioria das espécies vegetais selecionadas e testadas (78% das espécies estudadas) apresentou uma maior porcentagem e velocidade de germinação na faixa de 20-30°C.

Dispersão de sementes

O quarto artigo “Quais fatores podem afetar a seleção de frutos por aves?” é dos pesquisadores Gabriele Andreia da Silva e Débora Nogueira Campos Lobato. O trabalho consistiu em um estudo de caso utilizando modelos de frutos artificiais em um fragmento florestal urbano, com a pesquisa sendo desenvolvida no Parque do Gafanhoto, uma área verde urbana localizada no município de Divinópolis.

O estudo teve o objetivo de analisar se a taxa de consumo de frutos artificias por aves é influenciada pelo período reprodutivo das aves e pela coloração dos frutos, demonstrando a importância de estudos sobre a dispersão de sementes e padrões de fragmentação florestal, para fornecimento de subsídios, tanto para compreensão de impactos como na manutenção de espécies vegetais em áreas verdes urbanas.

Imagem: Besouro rola-bosta (Scarabaeinae)

Finalizando a edição, no “Em Destaque”, um artigo sobre o Papel dos besouros rola-bosta (Scarabaeinae) na restauração por meio da dispersão secundária. Os coleópteros são considerados prestadores de serviço ecossistêmico importante, pela função de executar a dispersão secundária de sementes, contribuindo de forma significativa para o auxílio na restauração ambiental. O trabalho é dos pesquisadores Hernani Alves Almeida e Yasmine Antonini, do Laboratório de Biodiversidade da Universidade Federal de Ouro Preto, além de Wallace Beiroz, da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA).

Contribuições futuras

“Os resultados das pesquisas podem auxiliar na conservação dessas espécies, bem como contribuir para restauração de áreas degradadas do campo rupestre”, disse a diretora de Unidades de Conservação do IEF, Ana Carolina Seleme.

Ela observa que, apesar de uma flora que pode chegar a mais de cinco mil espécies, o número de estudos sobre a germinação no campo rupestre é relativamente baixo.

Conhecimentos desta natureza podem proporcionar melhor entendimento dos padrões e dos fatores ambientais (água, luz, temperatura, fogo) e intrínsecos (viabilidade, tamanho e dormência da semente), que interferem na germinação das espécies do campo rupestre.

“Esse conhecimento é fundamental para que possamos elaborar estratégias de uso sustentável destas espécies, bem como formular programas de conservação e restauração ecológica”, afirmou Ana Carolina Seleme.

A diretora destaca ainda a contribuição do boletim para a pesquisa científica no estado.

“Com esta nova publicação, completamos 13 volumes, com 57 edições divulgadas, sendo as três últimas em formato digital, o que representa uma enorme contribuição para pesquisa científica no Estado de Minas Gerais, especialmente com estudos feitos nas unidades de conservação do IEF. Neste volume, que trata especificamente de estudos com germinação de sementes e sua dispersão, podemos entender como fundamental a pesquisa para utilização dos dados como subsídios no auxílio em programas de restauração ecológica, ambiental e manutenção de áreas verdes”, frisou.

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Crédito:
Imprensa | Sisema Minas Gerais

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