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ABREN divulga relatório de atividades de Abril

Por André Camargo

O presidente executivo da ABREN, Yuri Schmitke divulgou hoje (04) o Relatório de Atividades de 01 a 30 de abril da Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos. Apesar do período de exceção que o país vive, em função da pandemia causada pelo COVID 19, o presidente ressaltou alguns importantes movimentos, “todos obedecendo os objetivos da entidade”.

A ABREN realizou dois seminários virtuais com mais de 400 participantes ao todo e se reuniu com dois ministros de Estado durante o mês de abril.

“Além de diversas atividades não menos importantes para a associação e para os associados”, declarou Yuri.

No início do mês, Yuri Schmitke participou, por videoconferência, de reunião com o presidente da associação do Marrocos de Waste-to-Energy, o Ph.D. Hassan El Bari, tendo discutido sobre a possibilidade de celebração de termo de cooperação para troca de conhecimentos. A professora Ph.D. Suani Coelho, da USP/IEE e membra do Núcleo Acadêmico da ABREN, ficará responsável em avaliar projeto de biodigestão anaeróbica entre os dois países, para estudos sobre a produção de biogás e biometano.

Seminários Virtuais da ABREN

No dia 14, a ABREN organizou o seu 1º Webinar, cujo tema foi “A recuperação energética dos resíduos hospitalares”. Participaram o Ph.D. Josmar Davilson Pagliuso, Eng. Fernando Melo e o especialista em resíduos sólidos Walfrido Ataíde, todos com larga experiência em tratamento térmico de resíduos.

O evento resultou na elaboração de proposta de política pública que foi entregue ao Ministério da Saúde, com ênfase em soluções para o enfrentamento da Covid-19.

O segundo seminário virtual foi realizado entre os dias 29 e 30. O Webinar tratou de ‘Biogás, biometano e WTE’ e contou com mais de seis experientes especialistas: Ph.D. Suani Teixeira

Coelho (IEE/USP), Ph.D. Antonio Carlos Francisco (UNIDO/ONU e UTFPR), Ph.D. Daniel Tesser (UTFPR), MSc. Flavio Matos (empresa francesa CNIM) e Ph.D. Daniel Sindicic (CEO Grupo Lara).

Os dois seminários virtuais tiveram uma média de 130 participantes cada, com mais de 300 inscrições no total. Ambos eventos tiveram a moderação do MSc. Yuri Schmitke.

Ministério do Desenvolvimento Regional

Abril foi o momento em que a Associação Brasileira de Recuperação Energética de Resíduos finalmente abriu importante canal de comunicação com o Ministério do Desenvolvimento. Primeiro se reuniu virtualmente com o secretário Nacional de Saneamento, Pedro Maranhão. E no final do mês, Yuri Schmitke e a diretora de Relações Governamentais, Cristiane Gonçalves estiveram com o Ministro Rogério Marinho. Na pauta das conversações entre a ABREN e o MDR, a necessidade de políticas públicas para a criação de consórcios municipais, a licitação por concessão e PPP dos serviços de tratamento de resíduos sólidos urbanos (RSU) e a mudança da forma de cobrança de serviços relativos à gestão de resíduos. “A substituição da TLP (taxa) cobrada no IPTU por meio de uma tarifa cobrada na conta de consumo (água) é essencial para permitir a oferta de garantias para financiar usinas de recuperação energética de RSU, e até aterros sanitários com captação de biogás, onde for o caso”, explicou o presidente da ABREN.

Ministério das Minas e Energia

Ainda em Abril, a ABREN se reuniu com o Ministro das Minas e Energia, Almirante Bento Albuquerque. Em reunião virtual, o ministro e equipe receberam o presidente Yuri Schmitke e três diretores da Associação. Durante a reunião, o presidente da ABREN ressaltou ao ministro que as usinas WTE têm três grandes vantagens: não são poluentes, se situam no centro de carga e possuem elevado fator de capacidade, principalmente quando comparado com as fontes renováveis eólica e solar, por exemplo. Na reunião, foi apresentado ao ministro um estudo da ABREN sobre os custos evitados pela utilização da fonte defendida pela Associação.

As usinas WTE trazem economia ao Meio Ambiente, Saúde Publica, transporte do lixo e transmissão de eletricidade e “estes custos devem ser levados em consideração ao se comparar com outras fontes fósseis ou não”, resumiu Yuri Schmitke.

A ABREN sugeriu três alternativas para viabilizar a WTE no Brasil:

1. Leilão Regulado dedicado/exclusivo à fonte de tratamento térmico de resíduos e biodigestão anaeróbica para produção de biogás;
2. Imediata reformulação da Portaria nº 65/2018, que ainda mantém um valor desatualizado para o megawatt hora da energia proveniente de tratamento térmico e não obriga as distribuidoras a adquirem a energia compulsoriamente;
3. A abertura antecipada do Mercado Livre para a energia produzida por usinas WTE para vender na baixa tensão (comercial, industrial e poder público), a partir de julho de 2021.

Da reunião com o ministro das Minas e Energia, Yuri Schmitke espera que o MME tome alguma decisão já a partir do primeiro semestre de 2021, com vistas a garantir o financiamento dos projetos que já estão maduros, como a usina do Grupo Lara em Mauá (80 MW) e a usina da empresa Ciclus (30 MW).

Crédito:
Assessoria de Imprensa ABREN