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Grupo de Trabalho (GT) de combate às manchas de óleo no litoral do Ceará cria projeto que investiga efeitos do derramamento e vai focar nos estuários

Foto: divulgação do encontro/site SEMA CE.

Na manhã do dia (30/09), o titular da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), Artur Bruno, participou da reunião virtual com o Prof. Dr. Rivelino Cavalcante, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia e Ambientes Marinhos Tropicais (INCT-AmbTropic), com o Coordenador do Projeto Cientista-Chefe da SEMA/Semace, Dr. Marcelo Soares, e com integrantes do Grupo de Trabalho (GT) de Combate às Manchas de Óleo no Litoral do Ceará.

Na abertura do encontro, Bruno relembrou as ações emergenciais e integradas do GT, quesob a coordenação do Governo do Estado, por meio da SEMA, foram fundamentaisno primeiro momento de combate ao grave acidente ambiental que atingiuo Litoral brasileiro, entre setembro de 2019.

“O grupo acabou se transformando em um pré- observatório da Costa cearense”, disse.  “Estamos retomando um momento importante desse GT, não um momento de criseou de críticas, mas um momento no qual vamos falar de soluções e parcerias”, completou.

Em seguida, o Prof. Rivelino Cavalcante iniciou apresentação, destacando o resultado da avaliação dos impactos na Costa nordestina, no contexto do projeto, “Ação Emergencial de Investigação dos Efeitos do Derramamento de Óleo que Atingiu o NE do Brasil”, coordenado por ele e com recurso federal, aprovado para avaliar a poluição decorrente do aparecimento das manchas de óleo, nas praias do Nordeste.

“Um recurso que chegou ao Ceará, mas que vai beneficiar outros estados também”, informou.

Cavalcante apresentou a equipe do programa, iniciado em março de 2020, as áreas a serem avaliadas, e informou que o trabalho é uma investigação emergencial.

“A saída em campo estava prevista parao mês de abril, mas devido à pandemia do Coronavírus, não foi possível, os trabalhos foram retomados em agosto. A nossa saída para coleta de amostragem é agora em outubro. Por isso, receberão mais atenção nesse projeto”, afirmou Dr. Rivelino.

Os estuários foram às áreas que mais sofreram com o derramamento do petróleo.

Participam da equipe da “Ação Emergencial de Investigação dos Efeitos do Derramamento de Óleo que Atingiu o NE do Brasil”, pesquisadores das Universidades Federais da Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará, e contam com o apoio da Federal de Uberaba e participação da PUC-Rio e da Universidade do Estado do Rio (UERJ). Quanto ao legado do projeto ele afirmou o quanto é importante tornar as instituições nordestinas experts e independentes na avaliação dos impactos na região.

“Esse é o único caminho para se avaliar de forma factual, esse acidente”, encerrou.

O Coordenador do Projeto Cientista-Chefe da SEMA/Semace, Dr. Marcelo Soares, apresentou aos membros do GT,os objetivos e ações principais do Programa Cientista-Chefe-Meio Ambiente, e a pertinência domesmopara com as questões que envolvem o Litoral do Ceará.

“Nos próximos dois anos e meio de trabalho, vamos fazer a Lista Vermelha de Espécies da Fauna e Flora,Ameaçadas, o Sistema de Informações Geográficas (SIG Ambiental) e o Planejamento Costeiro e Marinho, do Ceará. Um dos principaisprodutos do Planejamento Costeiro é o Plano Estadual de Preparação, Contingência e Resposta Rápida as Emergências Ambientais da Zona Costeira Marinha”, completou.

Sobre o derramamento de óleo

-O derramamento de óleo que atingiu o Brasil entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020 “foi um dos maiores acidentes na Costa brasileira e da América do Sul”. Segundo Prof. Rivelino, “alcançou do Maranhão ao Rio de Janeiro (>3000 km), e 980 praias, atingindo mais de 60 unidades de conservação e com impactos de cunho ambientais, sócias e econômicos”.

-De acordo com a Marinha do Brasil sob a coordenação do GAA, entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, foram recolhidos mais de 5.000 toneladas de óleo e resíduos oleosos, entre os estados do Maranhão e Rio de Janeiro, devidamente destinados, observando protocolos ambientais.

Crédito:
SEMA CE