A Educação Ambiental na Agenda Global

A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA AGENDA GLOBAL

Por Sergio Rocha, Consultor ambiental | Imagem: Sergio Rocha

A educação ambiental é um ato inclusivo e permanente com muita relevância para a reflexão e consciência crítica acerca dos problemas ambientais existentes

Os debates sobre a educação ambiental são de certa forma, recentes. Iniciou-se em 1972 na Conferência de Estocolmo e após três anos, na Conferência de Belgrado, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação (UNESCO) e a Carta de Belgrado, elaborada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). E devido à relevância do tema, houve a continuidade do desenvolvimento na Conferência Intergovernamental de Tbilisi, em 1977, onde a temática foi abordada com mais profundidade.

E nesse encontro, foi formatado um novo documento com recomendações globais sobre a educação ambiental.

No Brasil os debates iniciaram na década de 70, com a criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente (SEMA). Em 1988, o capítulo VI do Art. 225 da Constituição Federal determinou a obrigatoriedade da educação ambiental em todos os níveis de ensino.

Outro mecanismo legal que dispõem sobre a educação ambiental, é a Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, a qual institui a Política Nacional de Educação Ambiental onde no primeiro capítulo da lei, nos artigos 2º e 3º, demonstram a necessidade da existência da educação ambiental em todos os níveis e modalidades do processo educativo, assegurando seus direitos.

Portanto, podemos refletir o quanto é importante para o ser humano à existência da educação ambiental como um processo educativo que encaminhará a um conhecimento ambiental sólido e sustentável.

Atualmente o ser humano está vivendo momentos de um doloroso sofrimento devido à pandemia, onde a desesperança tem estado cada vez mais em evidência em todos os aspectos.

E isso tem fomentado a falta da reflexão e conscientização onde o ser humano está perdendo a oportunidade de perceber que precisa mudar suas atitudes imediatamente, e essas mudanças promoveria uma maior sensibilidade ambiental.

O que o ser humano deve entender é a sua condição de ser um agente ambiental quanto as suas ações. Porém, pode se tornar um agente benigno ou maligno nas questões ambientais, interferindo na preservação ou na degradação ambiental.

Deve-se perguntar e entender… Qual o seu verdadeiro papel? Qual a sua posição? Qual a sua realidade?

A educação ambiental proporciona esse esclarecimento devido ao seu processo contínuo de ações que fomentam conhecimento e conteúdos sobre as questões ambientais.

E obviamente a leitura a se fazer nesse cenário pandêmico, não é só no aspecto sanitário, porém devemos considerar impactos nas esferas econômicas, políticas, sociais, ambientais, psicológicas, etc …

A degradação ambiental, muitas vezes ligadas as ações do sistema econômico, ocorrem pela falta de sensibilidade em se perceber o quão nocivo são algumas ações ao meio ambiente. Isso ocorre por conta do poder exercido sobre a sociedade onde a ganância por riquezas fomenta o domínio e a exploração, resultando numa iminente injustiça ambiental.

A reflexão correta a ser feita é de como os impactos ambientais influenciam no modo de vida da sociedade, principalmente nos mais vulneráveis, e isso é uma pauta ambiental a ser considerada e debatida.

E por estamos num mundo com dimensões territoriais imensas, com desigualdades em todos os âmbitos e com estruturas e distribuições regionais absolutamente desiguais, notamos o surgimento de diversas ocorrências de degradações ambientais como, por exemplo, o crescimento populacional, a vulnerabilidade social, o desenvolvimento industrial e tecnológico, o descontrole da produção e consumo, a contaminação e destruição dos recursos hídricos e naturais, o lançamento e crescimento de resíduos sólidos em locais inadequados, o aumento de emissões poluentes atmosféricos, e os constantes desastres naturais, etc.

E diante desse cenário catastrófico, as necessidades de soluções ambientais, sociais, econômicas e políticas são urgentes e para isso foi elaborado por mais de 193 chefes de estados e governos um documento chamado Transformando o nosso mundo: Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e dentro desta agenda há os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas a serem atingidas até 2030.

É uma agenda diversificada que contempla desde chefe de estado a chefe de família e vale para todas as nações (desenvolvida e em desenvolvimento).

Vale ressaltar que esses 17 temas não podem ser tratados de forma individual, porém entendamos que os temas se completam uns aos outros sem divisão entre si. Ou seja, necessita de políticas públicas e soluções, porém necessita de agregar a sociedade nessas demandas, para haver integridade em todas as ações no âmbito dos ODS.

E quanto à sociedade em si, muitos que fazem o uso constante das ferramentas virtuais como fontes de informações, são indiferentes as questões relacionadas à educação ambiental reduzindo ainda mais a relevância dessa temática no dia-a-dia do planeta. E dentro dessa realidade não pode haver espaço para esse tipo de falta de conscientização no âmbito da educação ambiental, pois retarda ainda mais as ações mitigatórias dos impactos ambientais negativos com a devida inclusão da sociedade nos processos mitigatórios.

Lembrando que as ferramentas virtuais podem ser importantes aliadas como forma de comunicação ambiental no universo virtual, sobretudo no cenário atual de crise sanitária, desde que fomentem esclarecimentos e aprendizados em educação ambiental com conteúdos claros e objetivos.

E também deveria ser matéria escolar, onde o ensino nesse ambiente se tornaria fundamental para a formação e o desenvolvimento humano que por sua vez poderá se tornar um vetor de disseminação desse conhecimento e ajudando a fortalecer as ações mitigatórias no âmbito do desenvolvimento sustentável.

E vale ressaltar a importância e a necessidade de maior inserção de conteúdos sobre a educação ambiental na programação das emissoras de TV e de Rádio, além de campanhas publicitárias mais frequentes visando à reflexão e conscientização da sociedade quanto as nossas responsabilidades ambientais, sociais e humanas no âmbito do desenvolvimento sustentável.

Porém, o ser humano tem o dever de refletir, entender e agir permanentemente quanto cidadão consciente e se nutrir de várias e diferentes formas de nutrientes transpessoal para auxiliá-lo nessa missão, como por exemplo, os nutrientes emocionais, energéticos, espirituais e mentais (consciências). Esse último, podemos considerar como a “vitamina do bem”, pois fortalece o emocional, energético e espiritual, com estímulos (vibrações positivas) fomentando renovações de satisfação, vitalização e motivação.

São aspectos que compõe o ser humano para uma reflexão e conscientização sólida que promoverá impactos ambientais, sociais e humanos positivos e permanentes para que realmente tenhamos um mundo mais justo, mais humano e mais inclusivo!

Referências:

  • SOARES, Maria José Nascimento (org.) et al. Educação Ambiental e a pandemia do novo coronavírus: abordagens Interdisciplinares. 1. ed. Aracaju, SE: Criação Editora, 2020. EBook (PDF, MOBI ou ePub; Tam. arquivo). ISBN 978-65-88593-19
  • MELLO, Lucélia Granja de. Artigo: A importância da Educação Ambiental no ambiente escolar. EcoDebate, ISSN 2446-9394, 14/03/2017
  • CASCAPERA JÚNIOR, Rubens. Saúde mais saudável: viva mais e melhor/Intelítera Editora,2012. ISBN 9788563808189
  • blog.brkambiental.com.br/educacao-ambiental
  • https://nacoesunidas.org/

Sobre o autor

Serginho Rocha

Serginho Rocha | Colunista Ambiental e Consultor de Desenvolvimento de Mercado Sustentável, Relacionamento com Empresas, Órgãos Ambientais, Instituições Públicas e Organizações Não-Governamentais (ONGs). Membro do GT de Meio Ambiente da Organização da Sociedade Civil (OSC) Rede Nossa São Paulo. E-mail: srcomunicacao.sp@gmail.com 

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Crédito:
Colaborador | Opinião do Especialista Ambiental Mercantil

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