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Sema e Fepam do Rio Grande do Sul integram operação nacional ‘Mata Atlântica em Pé 2020’

Foto: divulgação Ministério Público

Somente a Sema e a Fepam fiscalizaram 11 municípios no Rio Grande do Sul. Neles encontraram 97 hectares de desmatamento.

Na sexta-feira (25/09) aconteceu uma entrevista coletiva para apresentar os resultados da operação Mata Atlântica em Pé 2020. Entre as entidades envolvidas, estiveram a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Ministério Público, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente (Caoma), Comando Ambiental da Brigada Militar (CABM), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Fundação SOS Mata Atlântica.

A operação foi deflagrada nesta segunda-feira (21/09) pelos Ministérios Públicos dos 17 estados brasileiros que possuem fragmentos do bioma. Esta é a 4ª edição da operação nacional que tem o objetivo de identificar desmatamentos em áreas de Mata Atlântica, punir os responsáveis e cobrar a reparação dos danos.

“Estamos atuando em diferentes frentes conjuntas e a tecnologia é nossa aliada, principalmente durante a pandemia. Por meio dela diagnosticamos locais com maior alteração no bioma e as equipes atuaram de forma certeira, garantindo o resguardo ambiental”, ressaltou Marjorie Kauffmann, presidente da Fepam.

Somente a Sema e a Fepam fiscalizaram 11 municípios no Rio Grande do Sul. Neles encontraram 97 hectares de desmatamento, 66 metros de lenha apreendida e 14 m³ de toras.

“A integração dos órgãos é o caminho para conscientização ambiental, garantindo aos gaúchos a fiscalização adequada e a preservação de áreas fundamentais” segundo o chefe de Fiscalização da Sema, Mateus Leal.

O promotor de Justiça e coordenador do Coama, Daniel Martini, explicou as fases dos trabalhos, iniciando pelo levantamento das áreas, identificação dos proprietários das áreas por satélite e, mais detalhadamente, pelas equipes locais e a efetiva responsabilização pelos danos ambientais provocados.

A Mata Atlântica é um dos sistemas mais explorados e devastados pela ocupação humana: cerca de 70% da população brasileira vive em território antes coberto por ela – daí a importância da preservação do que ainda resta do bioma, fundamental para questões como a qualidade do abastecimento de água nas cidades.

Estima-se que perto de 12% da vegetação original esteja preservada, 80% disso mantidos em propriedades particulares. É um dos biomas que apresenta a maior diversidade de espécies de fauna e flora – tanto que alguns trechos da floresta são declarados Patrimônio Natural Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Crédito:
Ministério Público/Ascom Sema