
Imagem: Divulgação | CREA-SP alerta para a necessidade de engenheiros agrônomos e florestais na arborização urbana
Março de 2025 – A forte chuva que atingiu a cidade de São Paulo no mês de março causou estragos, principalmente nas regiões Leste, Oeste, Norte e Central. Segundo a Defesa Civil, foi registrado a queda de 343 árvores, além do bloqueio de vias importantes e interrupções no fornecimento de energia elétrica em mais de 170 mil imóveis. O cenário evidencia a urgência em planejar e realizar ações adequadas para a arborização urbana, que exige uma abordagem multidisciplinar, conciliando com a segurança das redes elétricas, sistemas de drenagem, edificações e outros.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (CREA-SP) orienta que a realização de serviços de plantio, poda, manejo e supressão de árvores deve ser conduzida sob responsabilidade técnica de profissionais habilitados e registrados, como engenheiros agrônomos e florestais, que possuem a capacitação para avaliar o estado de saúde das plantas e indicar as melhores práticas de cuidado e manutenção. São pontos de atenção que garantem a proteção da população, principalmente em períodos de temporais intensos, que têm sido cada vez mais frequentes devido aos efeitos das mudanças climáticas.
A vice-presidente do CREA-SP, engenheira agrônoma Marilia Gregolin, afirma que uma vegetação segura começa desde o início do ciclo de vida. “Há uma série de cuidados essenciais durante o desenvolvimento da árvore, especialmente no que diz respeito à sua formação estrutural. A execução adequada da desbrota – técnica que consiste na remoção de brotos indesejados que surgem em pontos inadequados – e, posteriormente, da poda de condução e formação, permite o direcionamento correto do crescimento dos galhos. Isso é fundamental para evitar que, na fase adulta, a copa interfira na circulação de pedestres, obstrua a rede elétrica ou represente risco de queda sobre veículos e edificações”, reforça.
As podas urbanas seguem legislações específicas. O estado de São Paulo conta com resoluções da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (SEMIL) e recursos previstos no Código Florestal e na Lei de Crimes Ambientais. Já na cidade, a Lei Municipal nº 17.267/2020 estabelece as normas para a arborização urbana. Além disso, a execução dessas atividades requer autorização da administração municipal e aprovação em órgãos específicos, como a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e o Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais (GRAPROHAB).
A fiscalização do CREA-SP assegura que os serviços sejam executados por empresas e profissionais habilitados e registrados, que possuem atribuições técnicas para executar os serviços, evitando danos ao meio ambiente e riscos à sociedade. A atuação conjunta de instituições com diferentes atribuições garante que irregularidades administrativas e crimes ambientais sejam coibidos.
“Esse acompanhamento especializado é determinante para minimizar riscos à segurança da população, evitando a recorrência de quedas de troncos durante eventos climáticos extremos, como os registrados na cidade de São Paulo”, ressalta Marilia.
Registro de pedidos de poda ou remoção de árvores podem ser feitos acionando a Central 156 da Prefeitura de São Paulo. Já o Conselho disponibiliza canais de denúncia para situações em que houver suspeita de serviços realizados por pessoas não habilitadas, o que pode configurar exercício ilegal da profissão.
Sobre o CREA-SP
Criada há 90 anos, a autarquia federal é responsável pela fiscalização, controle, orientação e aprimoramento do exercício e das atividades dos profissionais das Engenharias, Agronomia, Geociências, Tecnologia e Design de Interiores. O CREA-SP está presente nos 645 municípios do Estado, conta com cerca de 370 mil profissionais registrados e 95 mil empresas registradas.
Site Oficial: https://www.creasp.org.br
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