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Aetrapp chega a Recife

Engajar a população de Recife na luta contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Esse é o principal objetivo do projeto Aetrapp, desenvolvido pelo WWF-Brasil, que chegou à capital nordestina neste mês, ainda em fase piloto. O aplicativo promove o monitoramento cidadão de focos do mosquito Aedes aegypti, principal transmissor de doenças como dengue, chikungunya e zika, e que está sendo testada em parceria com o INCITI e a Prefeitura do Recife.

Premiado pelo Desafio de Impacto Social Google 2016, o Aetrapp promove o protagonismo do comunitário no monitoramento da proliferação do mosquito Aedes. De acordo com uma pesquisa realizada pelo jornal O Globo, entre 2011 e 2015, foram gastos R$ 2,2 bilhões com casos de dengue. Só em 2015, quando o Brasil bateu recorde no número de casos, o tratamento de pacientes consumiu pelo menos R$ 804,8 milhões.

O projeto está em fase experimental de campo, em que se pretende engajar moradores de três bairros: Graças, Morro da Conceição e Bairro do Recife. Inicialmente, foram priorizadas visitas às escolas locais para envolver os mais jovens no tema e, consequentemente, chegar até a casa dos pais, amigos e vizinhos. A previsão é que esse trabalho inicial levante 200 cidadãos engajados com o projeto.

Para o coordenador de Ciência e Tecnologia do projeto, Oda Scatolini, Recife é a segunda cidade que recebe o Aetrapp. A primeira foi Rio Branco (AC), que proporcionou inúmeros aprendizados e melhorias no aplicativo. “Após dois anos e meio de muito trabalho, e muita gente envolvida no desenvolvimento, o saldo tem sido muito positivo. Conseguimos desenvolver um produto maduro e que pode trazer resultados significativos para a população local. É um procedimento inédito. Nunca houve nenhuma ferramenta que possibilitasse o engajamento da comunidade no monitoramento do Aedes como o AeTrapp faz”, explica Oda.

Como parte das atividades do projeto, uma equipe de facilitadores do projeto tem ministrado oficinas que abordam a construção da armadilha para atrair o mosquito, apresentam o aplicativo e informações importantes para garantir a eficácia do monitoramento dos ovos. A construção da armadilha é de simples execução e tem utilizado garrafas pets adquiridas na Cooperativa de Catadores Profissionais do Recife (PRORECIFE).

Até o momento, as oficinas passaram pelas escolas Fazer Crescer, Padre João Barbalho, Colégio Vera Cruz, Escola de Referência João Vidal, Centro de Apoio Divino Amor, e pela ONG Casarão das Artes e pelo Centro de Reabilitação e Valorização da Criança. Agentes de saúde também passaram pelo treinamento com o AeTrapp. A próxima etapa, após o piloto, envolve a avaliação dos resultados com os parceiros, realização de ajustes, se necessário, e a definição de estratégias de disseminação.

Como funciona

Com o projeto, o cidadão é incentivado a construir e manter em sua casa uma armadilha adaptada para o mosquito depositar seus ovos, chamada de aetrampa. As armadilhas são uma adaptação das chamadas ovitrampas, uma tecnologia já consolidada mas restrita a agentes de saúde. São iscas simples, de baixo custo, que consistem em vasos feitos a partir de garrafas PET de 2L, preenchidos com água, onde uma paleta de papel é parcialmente mergulhada, servindo de depósito de ovos pelas fêmeas de mosquitos Aedes. A ferramenta possibilita a comparação da presença dos mosquitos em diferentes localidades e a dinâmica populacional nos locais onde for instalada. Os resultados da análise podem ser usados no planejamento de operações da vigilância e do controle do vetor. Veja no link como funciona.

Por meio do aplicativo, o cidadão poderá tirar fotos semanais das paletas, que são automaticamente enviadas para um servidor onde a contagem automática dos ovos é feita por um algoritmo desenvolvido pelo time de desenvolvedores do projeto. O número de ovos em cada amostra, assim como datas, horários e coordenadas geográficas do local são disponibilizados num mapa aberto para qualquer pessoa ter acesso. Assim, as comunidades e agentes públicos poderão visualizar os focos de transmissão, fazer comparativos de quantidades de mosquitos em diferentes localidades e analisar séries históricas. Com isso, será possível elaborar estratégias precisas e urgentes para o combate, priorizando as áreas mais críticas. Assista o vídeo de como isso é feito.

Convocatória

Os moradores das Graças, Morro da Conceição, Bairro do Recife e arredores podem ajudar nessa fase de testes do Aetrapp. O WWF-Brasil, responsável pelo projeto, convoca recifenses dos bairros citados a contribuir com o controle do Aedes. Quem tiver interesse em participar da fase experimental do projeto é só entrar em contato por meio do e-mail [email protected] até a próxima quarta-feira (9). Conheça mais sobre o aplicativo e seu funcionamento acessando: bit.ly/aetrapp.

Fonte: WWF Brasil

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