Histórias para acordar: britânico encanta e comove ao expor crueldade contra golfinhos em novo vídeo-poema

Imagem: Divulgação| Solução para o problema inclui postura mais consciente dos consumidores de turismo. Pesquisa da Proteção Animal Mundial mostra os números bilionários de uma indústria baseada no sofrimento destas criaturas

O jovem artista visual, poeta e cineasta britânico Tom Foolery (pseudônimo de Tomos Roberts) viu a fama crescer em meados do ano passado quando o vídeo The Great Realisation (algo como A Grande Conclusão) tornou-se viral mundialmente, somando mais de 60 milhões de visualizações nas diversas redes sociais.

No vídeo, ele conversa com crianças, seus irmãos mais novos, contando uma história de ninar rimada sobre as transformações de um mundo em pandemia e festejando o reencontro das pessoas com suas famílias e seus desejos mais autênticos.

Recentemente, atendendo a convite da Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que trabalha em prol do bem-estar animal, e em celebração ao Dia Mundial dos Oceanos (8 de junho), ele lançou uma nova obra – The Dancing Dolphins (Os Golfinhos Bailarinos). Agora o conteúdo foi adaptado para o público brasileiro.  

Seguindo o formato do vídeo anterior, de um conto para embalar o descanso infantil, Tom Foolery aborda a crueldade na exploração dos mamíferos aquáticos para o lucro por meio do entretenimento para os humanos. O gatilho é a pergunta de sua irmã Sora, de 8 anos: “Por que as pessoas são mesquinhas com os animais?”.

Tom trata do tema sem subestimar a compreensão infantil, mas também com leveza e doçura. Mantendo a esperança por um mundo melhor possível, mais amoroso e compassivo, conclui indicando um caminho: a força dos consumidores conscientes e o poder da inquietação das novas gerações.

O emocionante poema, com pouco mais de 5 minutos de duração, pode ser conferido no canal do YouTube da Proteção Animal Mundial (com legendas em Português) e demais redes da organização (Instagram, Facebook e Twitter).

A parceria entre o poeta londrino e a Proteção Animal Mundial nasceu da busca constante pela entidade por novas ideias para se conectar de forma criativa com diferentes públicos em todo o planeta.

Os esforços da Proteção Animal Mundial passam por conectar a sociedade em geral, indústrias, governos e muitos outros atores de uma forma que seja significativa e inspiradora a fim de promover mudanças de comportamentos, políticas e legislações. A arte da poesia se destaca como um meio poderoso para cumprir este papel, alcançando pessoas de diferentes culturas, idades e classes sociais.

Crueldade bilionária

A presente ação está inserida no contexto da campanha Não se Engane com um Sorriso, que evidencia a situação dos golfinhos em cativeiro. Esses animais brincalhões e inteligentes são forçados a passar suas vidas inteiras em tanques estéreis, reduzidos a palhaços implorando por comida – isso é crueldade extrema contra os animais disfarçada como diversão familiar inocente.

Uma pesquisa internacional da Proteção Animal Mundial analisou as questões de bem-estar em torno dos golfinhos em cativeiro e como empresas como a o grupo Expedia ainda estão embolsando enormes lucros às custas dos golfinhos. Especificamente, descobriu que:

  • Um único golfinho pode gerar de US$ 400 mil a US$ 2 milhões por ano para um show aquático, dependendo da frequência de apresentação. No total, os golfinhos em cativeiro na indústria do turismo geram anualmente entre USD$ 1,1 bilhão e US$ 5,5 bilhões;
  • Na natureza, os golfinhos-nariz-de-garrafa costumam aproveitar áreas superiores a 100 km2, com algumas populações ocupando até mais de 400 km2. Em cativeiro, o tamanho médio do maior tanque primário usado nas instalações de golfinhos é de apenas 444 m². Isso significa que a maioria deles vive em tanques que são mais de 200 mil vezes menores do que o seu habitat natural;
  • 66% dos golfinhos, em 233 locais identificados em nossa pesquisa, foram mantidos em tanques de concreto. E, desses, 95 locais usaram apenas tanques internos, mantendo 575 golfinhos em condições em que nunca experimentaram luz solar ou variações meteorológicas;
  • A maioria das espécies de golfinhos mantidas em locais de entretenimento não estão em perigo ou ameaçadas. Apenas seis golfinhos criados em cativeiro foram soltos na natureza. Nenhum zoológico, local de golfinhos ou aquários atualmente se envolve em programas de reprodução em cativeiro para espécies de golfinhos ameaçadas de extinção.

Sobre a Proteção Animal Mundial (World Animal Protection)

A Proteção Animal Mundial move o mundo para proteger os animais por mais de 50 anos. A organização trabalha para melhorar o bem-estar dos animais e evitar seu sofrimento. As atividades da organização incluem trabalhar com empresas para garantir altos padrões de bem-estar para os animais sob seus cuidados; trabalhar com governos e outras partes interessadas para impedir que animais silvestres sejam cruelmente negociados, presos ou mortos; e salvar as vidas dos animais e os meios de subsistência das pessoas que dependem deles em situações de desastre. A organização influencia os tomadores de decisão a colocar os animais na agenda global e inspira as pessoas a mudarem a vida dos animais para melhor.

Para mais informações acesse: https://www.worldanimalprotection.org.br/

Crédito:
Imprensa | Proteção Animal Mundial

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