Britcham promove webinar sobre as perspectivas para o mercado de energia eólica offshore no Brasil

Evento destacou o potencial que todo o litoral brasileiro permite: de acordo com o Roadmap elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética, são 700 gigawatts em potência total.
Evento destacou o potencial que todo o litoral brasileiro permite: de acordo com o Roadmap elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética, são 700 gigawatts em potência total.

Imagem: Divulgação Britcham

Agosto de 2022 – A Câmara Britânica de Comércio e Indústria (Britcham) promoveu um webinar para debater os cenários e números do setor de energia eólica offshore no Brasil.

O evento contou com a participação de Elbia Gannoum, Presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Monique Gonçalves, Gerente Sênior de Policy & Advocacy/Regulatório da Shell, e de Gustavo Ponte, Superintendente Adjunto de Geração de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e com a moderação de Bianca Antacli e Guilherme Leal, líderes do Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Britcham.

Elbia abriu o painel posicionando todos em relação à atual situação do setor: o País já tem 169,4 gigawatts de potência em projetos que se estendem pela costa brasileira para gerar energia eólica: são 66 pedidos de licenciamentos listados no Ibama.

De acordo com a Presidente da ABEEólica, o Brasil tem um potencial total de gerar 700 gigawatts de energia eólica por toda a costa, número levantado pelo Roadmap da EPE, Empresa de Pesquisa Energética, lançado em 2020.

Gannoum também frisou a importância do recém-publicado decreto 10.946/2022, de janeiro deste ano, sobre a cessão de uso de espaços físicos no mar e o aproveitamento de recursos naturais para geração elétrica offshore. Trata-se de um passo importante para a implantação de projetos de eólicas offshore no país.

“Este decreto, que começou a valer desde junho, depende fortemente de toda uma regulamentação, que deve ser publicada até dezembro deste ano. Esperamos com muita ansiedade a publicação destes documentos, que devem ser portarias”, disse Elbia.

Em paralelo, também há o PL 576/21, do Senador Jean Paul Prates (PT-RN), que trata de outorga e autorização de produção de energia em todos os espaços marinhos. Esse Projeto de Lei deve ser votado na Comissão de Infraestrutura do Senado ainda este mês e deve seguir para a Câmara dos Deputados.

Elbia ainda revelou que, após a COP26, Cúpula do Clima realizada em Glasgow no ano passado, foi lançada a coalização global em torno dos investimentos offshore, que deve sair ainda mais pujante da COP27, que acontecerá no Egito, em novembro deste ano.

A executiva frisou que todos os processos em torno da energia eólica offshore devem ser agilizados para que uma regulação em torno do setor ocorra logo.

“Se houver regulação do setor já neste dezembro, em 2023 já pode acontecer o primeiro leilão de cessão de uso no Brasil.”

Já Monique Gonçalves, da Shell, gigante do setor de óleo&gás, contou que a multinacional mira na transição energética para fontes de menor impacto, como as renováveis, no meio ambiente. E que a companhia tem o plano de reduzir significativamente a emissão de carbono até 2050.

”Prestamos contas anualmente ao nosso conselho de progresso”, explicou. ”O Grupo Shell investe cerca de US$ 3 bilhões ao ano, mundialmente, em energias renováveis e o Brasil está entre os quatro primeiros no topo da lista de prioridades, entre os 70 países onde a Shell atua”, arrematou Gonçalves.

Para Gustavo Ponte, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), as novidades e mudanças têm acontecido rápido no setor de energia offshore no Brasil.

”O número de quase 170 gigawatts de projetos de eólica offshore em aberto é impressionante. Essa potência é quase o que já temos hoje em capacidade instalada no Brasil se somarmos todas as fontes ativas”, pontuou. ”Quando publicamos o nosso Roadmap de Eólica Offshore, em 2020, tínhamos seis processos de eólica offshore submetidos ao Ibama, para licenciamento ambiental. Hoje, temos 66”, disse. Ponte também ressaltou a parceria do Brasil com o Reino Unido, país que, segundo ele, ”tem vasta experiência na regulamentação de eólicas offshores e na instalação de parques eólicos”.

A íntegra do evento está disponível aqui:

Sobre a Britcham

A Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil – Britcham, há 105 anos no Brasil, atua no fomento do comércio, indústria, serviços e relacionamentos entre Brasil e Reino Unido através de atividades inovadoras e de valor agregado às empresas e à comunidade.

Para mais informações, acesse: https://britcham.com.br/

Crédito:
Imprensa

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