Museu da PUCRS inaugura exposição inédita sobre mudanças climáticas

softelec

Imagem: Jonathan Heckler – Museu PUCRS | Produzida de forma sustentável, exposição conta com 14 experimentos interativos e está aberta para a visitação, em Porto Alegre

Publicidade
Publicidade
AMBIENTAL MERCANTIL

Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS lançou um novo espaço, dedicado a debater o avanço e os impactos das mudanças climáticas no mundo. A exposição Mudanças Climáticas e Tecnologia conta com 14 experiências e será acessível, com recursos de audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais (Libras). 

A exposição será permanente no Museu e está aberta à visitação, em Porto Alegre.

A mostra foi desenvolvida a partir de pesquisas e ações realizadas em parceria entre o Museu de Ciências e Tecnologia e o Instituto do Petróleo e Recursos Naturais (IPR), estruturas ligadas a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da PUCRS. O projeto possui financiamento da Global CCS Institute e da Carbon Sequestration Leadership Forum, empresas líderes mundiais na implantação da captura e armazenamento de carbono, uma tecnologia vital para combater as mudanças climáticas.

De acordo com o professor e pesquisador do IPR Rodrigo Sebastian Iglesias, responsável pela conquista do financiamento internacional da exposição, os impactos para a sociedade já estão sendo sentidos e serão ainda piores se não houver um esforço contínuo global. 

Museu PUCRS
Crédito: Jonathan Heckler

Iglesias explica que eventos climáticos extremos, como ondas de calor, tempestades, inundações, incêndios florestais, serão cada mais frequentes. Em março deste ano, por exemplo, o professor destacou as ondas de calor extraordinárias que registraram temperaturas de 40°C na Antártica e 30°C no Ártico. 

“A influência do homem no aquecimento da atmosfera e dos oceanos é cada vez mais evidente. Por isso, é fundamental entendermos qual o papel da sociedade no sistema climático da Terra, reconhecendo a importância do carbono como fonte de energia e o protagonismo das tecnologias no combate desta crise”, destaca o docente. 

Experiências interativas  

As experiências permitem a interação do público, proporcionando diferentes perspectivas e sensações. Entre elas está o experimento Ciclos de Milankovitch, que apresenta a principal causa natural de mudanças climáticas. Por meio de um simulador, a experiência permite ao visitante visualizar os movimentos terrestres e verificar sua relação com a variação da incidência dos raios solares – e consequentemente da temperatura – sobre nosso planeta. 

Já o experimento Efeito Estufa ocorre dentro de uma cabine fechada e promove uma interação sensorial. Na cabine, a temperatura ambiente é quatro graus Celcius maior que a temperatura externa. Esses quatro graus de diferença são suficientes para que o visitante “sentir na pele” como será a temperatura média na Terra ao final deste século, caso não se busquem alternativas para mitigar a emissão de gases de efeito estufa. 

A exposição está dividida em cinco eixos que debatem diferentes aspectos das mudanças climáticas: interferência humana; catástrofes ambientais; a importância do carbono como fonte de energia; as tecnologias limpas de carbono contra a crise climática; e o futuro que você espera ainda pode ser o futuro que espera você. 

Museu PUCRS
Crédito: Jonathan Heckler

Para a professora e coordenadora de ações educacionais do MCT Renata Medina, o Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS tem o compromisso em manter o seu público visitante informado sobre as questões mais relevantes em ciências.

“Por se tratar de uma questão de grande urgência para a manutenção da qualidade de vida de todas as espécies do nosso planeta, uma exposição interativa que proporcione ao visitante uma imersão sobre o assunto, se mostra de grande significância para a nossa sociedade”, aponta a professora Renata. 

Uma exposição sustentável 

A exposição Mudanças Climáticas e Tecnologia foi produzida a partir de alternativas para minimizar impactos ambientais, utilizando-se de materiais como Drywall, MDF, iluminação com tecnologia LED e tintas à base d’água. 

Museu PUCRS
Crédito: Jonathan Heckler

Considerada uma tecnologia limpa, o Drywall (gesso acartonado) consiste em estruturas pré-fabricadas feitas com aço e placas de gesso que podem ser recicladas em novos produtos com o objetivo de reduzir o desperdício e melhorar a condição do solo. Já o MDF mistura fibras de madeira prensada de eucalipto ou pinus reflorestados. Suas sobras são trituradas e transformadas em novas chapas do material. 

A iluminação com tecnologia LED utiliza 82% menos energia elétrica que uma lâmpada incandescente comum, com durabilidade média de 50 mil horas e reciclabilidade de 95% dos seus componentes. E as tintas à base d’água têm impacto 90% menor nas emissões de compostos orgânicos voláteis (COVs), bem como de gases de efeito estufa. 

Além disso, a parceria estabelecida com pesquisadores do Instituto do Petróleo e Recursos Naturais da PUCRS possibilitou a capacitação da equipe do Museu – especialmente àqueles que dialogam diretamente com o público visitante – a respeito do tema sustentabilidade, o que, além de reforçar o papel do MCT como museu universitário, cria possibilidades efetivas de difusão de ideias baseadas em ações sustentáveis

Site oficial: https://www.pucrs.br/mct/

Crédito:
Imprensa | PUCRS

ANUNCIE COM A AMBIENTAL MERCANTIL
AMBIENTAL MERCANTIL | ANUNCIE NO CANAL MAIS AMBIENTAL DO BRASIL
About Ambiental Mercantil Notícias 5366 Articles
AMBIENTAL MERCANTIL é sobre ESG, Sustentabilidade, Economia Circular, Resíduos, Reciclagem, Saneamento, Energias e muito mais!