Equipe do Museu das Culturas Indígenas é premiada com a medalha Tarsila do Amaral

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Imagem: Museu das Culturas Indígenas (MCI) | Sonia Ara Mirim recebe a Medalha Tarsila do Amaral do Secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão.

  • Carlos Papa, Cris Takuá e Sonia Ara Mirim foram homenageados pela principal premiação cultural de São Paulo por suas notáveis contribuições à cultura
  • O Conselho Aty Mirim, membro da gestão compartilhada do MCI, também foi indicado ao Prêmio Governo do Estado de São Paulo para as Artes 2021/2022
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Dezembro de 2022 – Profissionais do Museu das Culturas Indígenas (MCI), instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim, foram homenageados em 14/12 por suas contribuições ao setor cultural de São Paulo.

Carlos Papa, Cris Takuá e Sonia Ara Mirim, membros do Conselho Indígena Aty Mirim, receberam, durante o Prêmio Governo do Estado de São Paulo para as Artes, no Teatro Sérgio Cardoso, a medalha Tarsila do Amaral. O Conselho é formado por representantes dos povos originários – eles são responsáveis por elaborar a programação e definir as diretrizes curatoriais do MCI, em conjunto com a ACAM Portinari.

“Eu dedico essa medalha ao povo Guarani e às mulheres, porque não fazemos nada sozinhos. A comunidade Guarani do território do Jaraguá, onde eu resido, é o povo que me acolheu. Essa medalha eu dedico a eles”, afirmou Sonia Ara Mirim no evento. “A nossa cultura, dos povos originários desse país, muitas vezes não é reconhecida, então, quando surge um prêmio desses, é muito importante”, concluiu Sonia.

Sonia Aram Mirim é uma das vencedoras da Medalha Tarsila do Amaral. Crédito: Agência Galo/Museu das Culturas Indígenas (MCI).

A Medalha Tarsila do Amaral foi criada em 2019 para reconhecer os trabalhos de artistas e promotores culturais paulistas. De acordo com o decreto estadual nº 64.385, que instituiu a honraria, a medalha é destinada a “agraciar artistas, personalidades ligadas às artes, promotores e gestores de cultura, grupos artísticos, organizações da área artístico-cultural e iniciativas brasileiras ou estrangeiras (…) que tenham se distinguido e prestado serviços relevantes para a cultura no Estado de São Paulo”. Feita de prata, a medalha tem 7,5 cm de diâmetro e a silhueta do quadro Abaporu em alto relevo.

Na mesma ocasião, o Conselho Indígena Aty Mirim foi indicado ao Prêmio Governo do Estado de São Paulo para as Artes 2021/2022. A instituição concorreu na categoria Cultura Popular e Tradicional, por conta da criação e gestão do Museu das Culturas Indígenas (MCI), inaugurado na capital paulista no fim de junho.

“É momento de celebrar a cultura de São Paulo e do Brasil”, afirmou Sérgio Sá Leitão, Secretário de Cultura e Economia Criativa do Estado, na abertura do evento. “Aporte público para a arte não é gasto, é investimento com alto potencial de retorno. Sou otimista e tenho certeza de que a cultura seguirá um caminho positivo nos próximos anos”, comentou o secretário.


“A cultura gera emprego, renda e desenvolvimento. Mas, além disso, ela gera sonhos e forma pessoas”, afirmou Aline Torres, Secretária Municipal da Cultura de São Paulo.

Noite de premiações

O Prêmio Governo do Estado de São Paulo para as Artes foi criado em 1950 e irá destinar R$ 30 mil a vencedores de 15 categorias diferentes. São elas: Museus, equipamentos e centros culturais; Patrimônio cultural material e imaterial; Grupos, companhias e corpos estáveis; Cultura popular e tradicional; Cultura urbana; Empreendedorismo cultural e criativo; Inovação e tecnologia em arte e cultura; Estudos e pesquisas em cultura e economia criativa; Mostras, festivais, mercados e eventos culturais; Produção cultural independente; Inclusão, diversidade e acesso à cultura; Formação e capacitação; Livro, leitura e bibliotecas; Comunicação cultural; Iniciativas culturais para crianças e adolescentes.

O processo de escolha dos premiados é dividido em 3 etapas. Primeiro, um júri formado por 10 pessoas indicadas pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, propõe – cada membro – cinco realizações de grande relevância para a cultura e a economia criativa de São Paulo em 2021 e os respectivos responsáveis por cada uma dessas realizações nas categorias descritas. 

Na segunda etapa, o secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão, e o presidente do Conselho Estadual de Cultura e Economia Criativa, Fernanda Feitosa, selecionam, a partir das indicações feitas pelo júri na etapa anterior, quais serão as cinco realizações finalistas em cada categoria e seus respectivos responsáveis.  Por fim, o governador Rodrigo Garcia, define os premiados em cada uma das categorias descritas, sendo uma realização ganhadora para cada categoria.

Além de anunciar os vencedores de cada uma das categorias, o evento realizou homenagens póstumas a artistas que faleceram nos últimos dois anos: as cantoras Gal Costa e Elza Soares, ao ator, cantor, compositor e apresentador da TV Cultura Rolando Boldrin, ao produtor cultural Sérgio Ajzenberg, a Emanoel Araújo, ex-diretor do Museu Afro-Brasil, ao jornalista Jorge da Cunha Lima, além do arquiteto Ruy Ohtake.

Sobre o MCI

 O Museu das Culturas Indígenas (MCI) é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) – Organização Social de Cultura – em parceria com o Instituto Maracá, associação sem fins lucrativos que tem como finalidade a proteção, difusão e valorização do patrimônio cultural indígena. O MCI apresenta uma proposta inovadora de gestão compartilhada a ser construída ao longo da experiência, com o fortalecimento do protagonismo indígena. É em espaço de diálogo intercultural, pluralidade, encontros entre povos indígenas e não-indígenas, onde a memória da ancestralidade permitirá aos diversos povos originários compartilharem suas mensagens, ideias, saberes, conhecimentos, filosofias, músicas, artes e histórias. Uma conquista dos povos indígenas, ainda em processo de construção, neste território na cidade, aberto para que o público entre em contato com sua própria história, e com outras histórias do Brasil.

Serviço

MUSEU DAS CULTURAS INDÍGENAS (MCI)

Funcionamento: De terça a domingo, das 9h às 18h; às quintas-feiras até às 20h; fechado às segundas-feiras (exceto feriados)
Ingressos:  R$15,00 (inteiro) e R$7,50 (meia entrada); gratuito às quintas-feiras
Agendamentoshttps://bileto.sympla.com.br/event/74784/d/149212.
Local: Museu das Culturas Indígenas (R. Dona Germaine Burchard, 451 – Água Branca, São Paulo/SP
Informações: (11) 3873-1541

Site oficial: http://museudasculturasindigenas.org.br/

Redes Sociais:

Crédito:
Imprensa | Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo – ACAM Portinari

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