OPINIÃO DE ESPECIALISTA: “Lixo eletrônico: será que os equipamentos eletrônicos estão cada vez mais descartáveis?”

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Imagem: Divulgação | Por Alex Pereira, Presidente da Coopermiti para seção Opinião de Especialista AMBIENTAL MERCANTIL

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Março de 2023 – Sabe aquele liquidificador antigo que resiste até hoje? Será que os eletrônicos duravam mais no passado? O tempo de vida útil de um eletrônico pode variar significativamente, dependendo do tipo de dispositivo, da qualidade dos componentes, da frequência de uso, do ambiente em que é usado e de como é mantido e cuidado.

Em geral, a tecnologia eletrônica tem evoluído rapidamente e os eletrônicos modernos tendem a ter uma vida útil menor do que os modelos mais antigos. Isso pode ser devido a uma série de fatores, incluindo o uso de materiais mais baratos e a implementação de designs mais compactos que podem tornar os dispositivos mais frágeis ou difíceis de consertar.

No entanto, há também muitos eletrônicos modernos que são projetados para durar muitos anos, incluindo dispositivos de alta qualidade, como laptops, smartphones e televisores, porém a rápida evolução da tecnologia e a constante busca por novidades fazem com que os equipamentos eletrônicos sejam cada vez mais descartáveis.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são gerados a cada ano em todo o mundo, e esse número só tende a aumentar.

O impacto ambiental causado pelo descarte inadequado desses equipamentos é alarmante. Muitas vezes, eles contêm substâncias tóxicas, como chumbo, mercúrio e cádmio, que podem contaminar o solo e a água, causando danos irreversíveis à saúde humana e aos ecossistemas.

Além disso, muitos dos materiais usados na fabricação desses aparelhos são de difícil reciclagem, o que dificulta o processo de reutilização e reaproveitamento. Assim, o descarte acaba sendo a única opção para muitas pessoas e empresas, o que só agrava o problema.

É importante destacar que o descarte inadequado de equipamentos eletrônicos também gera impactos sociais. Muitos dos componentes desses aparelhos são extraídos em países em desenvolvimento, muitas vezes sem respeitar direitos trabalhistas e sociais. Além disso, a falta de opções de descarte ambientalmente corretas nesses países pode levar a situações de risco à saúde dos trabalhadores e das comunidades próximas aos depósitos de lixo eletrônico.

Diante desse cenário, é fundamental que a indústria eletrônica assuma a responsabilidade pelo impacto ambiental e social gerado pelos seus produtos. Além disso, é necessário que os consumidores se conscientizem sobre a importância de dar um destino adequado a esses equipamentos, seja por meio da reciclagem, da doação ou do descarte correto em pontos de coleta especializados.

Por fim, é preciso que os governos e a sociedade em geral cobrem medidas mais efetivas para reduzir o impacto do lixo eletrônico. Isso inclui a implementação de políticas públicas que incentivem a produção de equipamentos mais duráveis e fáceis de serem reciclados, assim como a fiscalização e a punição de empresas que não respeitam as normas ambientais. A conscientização e a ação de todos são fundamentais para garantir um futuro sustentável para o planeta e as futuras gerações.

Sobre o autor

Foto: Alex Luiz Pereira, Diretor Presidente na Coopermiti

Alex Luiz Pereira é Diretor Presidente na Coopermiti – Cooperativa De Trabalho, Produção e Reciclagem de Resíduos Sólidos. Formado em Eletrônica e Ciência da Computação, pós-graduado em Perícia, Auditoria e Gestão Ambiental. Auditor em Sistemas de Gestão Integrado. Sócio fundador da Coopermiti, onde ocupa atualmente o cargo de Diretor Presidente. Membro da diretoria da Federação Paulista de Cooperativas de Reciclagem – FEPACOORE, onde ocupa atualmente o cargo de Tesoureiro. Membro atual do Conselho Fiscal da CONATREC – Confederação Nacional de Cooperativas de Trabalho e Produção de Recicláveis. LinkedIn

Para mais informações sobre como colaborar com a reciclagem de equipamentos eletrônicos quebrados ou sem uso, acesse o site oficial da Coopermiti – Cooperativa de Trabalho, Produção, Reciclagem e Gestão de Resíduos Sólidos: http://www.coopermiti.com.br/

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