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No dia mundial da água, apresentamos livro que aborda o consumo consciente da água: aproveitamento de águas de chuva e reuso de águas residuais

Por Ângela Schreiber, com exclusividade para nosso canal de notícias.

Do desejo de publicar um livro para a área docente, aliado ao convite de uma editora, nasceu a obra “Uso e Gestão Eficiente da Água em Edificações: Aproveitamento Pluvial e Reuso de Águas Residuais – Pesquisas e suas Aplicações”. A autoria é do Dr. Ricardo Camilo Galavoti.

            O lançamento ocorreu em novembro do ano passado, em dois eventos: X Congresso Brasileiro de Gestão Ambiental (CONGEA) em Fortaleza (CE) e na UniCesumar em São Carlos (SP). Depois de receber outros convites para a publicação, inclusive de editoras estrangeiras, o Tecnólogo em Saneamento pela Faculdade de Tecnologia da Unicamp (FT/UNICAMP) teve a oportunidade que tanto desejava. Segundo ele, o tempo e local adequados fizeram toda a diferença.

            Dr. Ricardo Camilo Galavoti diz que tinha o desejo de atingir não só as esferas acadêmica e técnica, mas também a população e a sociedade.

“Fator aliado a um desejo permanente de contribuir com os temas de saneamento e meio ambiente, trazendo aplicações práticas para pesquisas que são desenvolvidas nas universidades, as quais têm o potencial de trazer benefícios diversos”.

            De acordo com Ricardo, o livro pretende trazer um despertar de consciência aos cidadãos e um posterior desenvolvimento de iniciativas na escala de lote residencial, onde o desperdício começa.

            “Não é apropriado, por exemplo, que uma dona de casa utilize sua mangueira de água para lavar um determinado setor de sua residência, como se fosse uma ‘vassoura hídrica’, quando poderia lançar mão de uma vassoura convencional, poupando dezenas de litros de água em apenas uma única operação desenvolvida em seu lar”.

            Sobre o planejamento do consumo da água no Brasil, bem como ações para redução do consumo nas obras, Galavoti afirmou que isto fica visível quando navegamos por redes sociais como o LinkedIn e por toda a internet.

“Apenas para citar alguns poucos exemplos, a SABESP tem o seu Programa de Prevenção de Perdas na Região Metropolitana de São Paulo, assim como há iniciativas semelhantes pelas empresas CASAN, COPASA, Companhia de Águas de Joinville, Iguá Saneamento, entre outras”.

Redução de perdas

            Entre as ações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) para reduzir as perdas de água estão pesquisa de vazamentos não visíveis em áreas críticas; troca seletiva de redes e ramais; melhoria do sistema de macromedição e melhoria da qualidade dos materiais.

Em 2015, a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (CASAN), destacou algumas ações para reduzir a perda de água, entre elas: substituição de hidrômetros no estado, Operação Caça-Fraudes (desvio de consumo, o popular “gato”, entre outros) e instalação de macromedidores de alta precisão nas Estações de Tratamento de Água (ETAs).

Por outro lado, Ricardo afirmou que há questões diversas envolvidas, as quais fazem com que os índices de perdas no país ainda sejam altos.

“Realidade esta que ainda tende a persistir, contra a vontade geral”.

SOBRE O AUTOR

Ricardo Camilo Galavoti,  Mestre em Engenharia Civil e Doutor em Ciências com concentração em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC/USP) 

Ricardo Camilo Galavoti foi também consultor na empresa Hidrus Saneamento e Meio Ambiente Ltda. Segundo ele, a empresa foi constituída em 1996 e, por diversas razões, desenvolveu seus trabalhos em períodos alternados no tempo. A Hidrus desenvolveu, entre outros trabalhos, um estudo para a Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR). O projeto tinha como foco o sistema de tratamento de efluentes de cabines de pintura para a Unidade Eletromecânica do Sudoeste do Paraná (USEMSO) em Cascavel (PR).