Meta da brCarbon é conservar 1,5 milhão de hectares da Amazônia

A BRCarbon (BRC) promove soluções climáticas naturais com recursos financeiros do mercado de carbono para mitigar o aquecimento global.
A BRCarbon (BRC) promove soluções climáticas naturais com recursos financeiros do mercado de carbono para mitigar o aquecimento global.

Imagem: Divulgação | Número de famílias tradicionais beneficiadas passará das atuais 45 para mais de 500

Nos próximos três anos, a brCarbon (BRC) pretende expandir sua atuação em oito estados da Amazônia Legal, atingindo a conservação de 1,5 milhão de hectares e beneficiando mais de 500 famílias tradicionais ribeirinhas. A climate tech brasileira que atua no mercado de carbono desde 2021 é uma das protagonistas do processo de expansão do setor no Brasil.

“Hoje em dia, manter a floresta em pé é tão lucrativo quanto criar gado e plantar soja. A conservação, finalmente, é lucrativa”, afirma Bruno Brazil, diretor executivo e fundador da brCarbon.

Uma das frentes de trabalho da companhia criada para combater o aquecimento global é a geração de créditos de carbono para produtores rurais por meio da conservação de áreas florestais dentro de suas propriedades. Além do ganho ambiental, a manutenção em pé do excedente da reserva obrigatória por lei é transformada em resultado financeiro para os proprietários.

“O produtor ganha dinheiro para não derrubar a floresta”, destaca Brazil. Um crédito de carbono equivale a uma tonelada de gás do efeito estufa não emitida. “No início do ano passado, o valor da comercialização era de US$ 4 por tonelada de carbono equivalente. No fim do ano, estava US$ 8 e hoje está US$ 15. Muita gente do mercado fala que logo chegaremos a US$ 100 por tonelada”, afirma o executivo.

Hoje o principal foco de trabalho da brCarbon são os projetos chamados REDD+ (sigla para Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação florestal), que funcionam gerando créditos de carbono a partir da conservação de vegetação nativa por meio de abordagens em propriedades privadas, a partir do não desmatamento permitido por lei do excedente de reserva legal; e em áreas públicas, coibindo desmatamento ilegal e a degradação florestal.

São dois públicos atendidos: os proprietários das terras onde é feita a preservação e aqueles que querem comprar esses créditos, geralmente grandes investidores que buscam, por enquanto de forma voluntária, reduzir ou até mesmo neutralizar as emissões de carbono em suas empresas por meio da compensação com a compra dos créditos.

“O número de projetos REDD+ vai crescer 10 vezes no Brasil até 2030”, estima o executivo da brCarbon.

O atual programa da companhia envolvendo projetos de REDD+ abrange uma área de 120 mil hectares, pertencente a cinco proprietários diferentes. A legislação permite que 20% da área total possa ser desmatada legalmente. O que a brCarbon faz é convencer os proprietários a manter esses 20% conservados por um período de 30 anos em troca de uma compensação financeira. Ou seja, o programa protege hoje diretamente cerca de 20 mil hectares de floresta legal.

“Com a tonelada de carbono a US$ 15 e o dólar a R$ 5, um hectare de floresta preservada vale atualmente cerca de R$ 45 mil, o que significa um rendimento de R$ 1,5 mil por ano ao longo de 30 anos. Os atuais 20 mil hectares protegidos pela brCarbon rendem aproximadamente R$ 30 milhões por ano”, acrescenta Brazil. Hoje a brCarbon tem cinco contratos com proprietários da região, número que deve aumentar para 40 ainda em 2022, ampliando significativamente a área conservada.

Para o mapeamento e controle destas áreas, a companhia segue metodologias de reconhecimento internacional. Além de uma diretoria técnica com experiência de 15 anos no setor, a brCarbon investe em constante inovação tecnológica. Conta, por exemplo, com um drone de última geração com sensor LiDAR (do inglês Light Detection and Ranging), que permite mapear uma floresta em três dimensões. Com o equipamento é possível fazer a contagem de árvores, o georreferenciamento, a medição indireta de altura, área e diâmetro de copas, a identificação e quantificação de clareiras, além da mortalidade de árvores. Os dados são somados às informações coletadas em campo, conferindo maior confiabilidade e qualidade ao inventário florestal em projetos de carbono.

Impacto social

O trabalho de conservação florestal da brCarbon também tem impactos sociais nos estados que integram a região da Amazônia Legal. Hoje são beneficiadas diretamente 45 famílias de comunidades tradicionais ribeirinhas, número que deve aumentar para mais de 500 nos próximos três anos.

“As famílias da região não conseguem acessar serviços públicos básicos, não tem saneamento, não tem hospitais. Nas escolas, um professor atende alunos de várias turmas ao mesmo tempo e muitas unidades sequer têm água. São pessoas que vivem em condição de isolamento e extrema vulnerabilidade”, ressalta Brazil.

A companhia instalou internet em escolas, permitindo que professores participem de capacitações. E também desenvolve iniciativas para fomentar rendas alternativas para as comunidades, entre outras ações sociais.

Proteção da fauna

A brCarbon também monitora 385 espécies de fauna gerando conhecimento qualificado e registrando ocorrências de espécies endêmicas ou ameaçadas de extinção e contribuindo para a ampliação das informações de distribuição geográfica em áreas pouco ou nada amostradas.

Bruno Brazil, Diretor

O diretor Bruno Brazil destaca que o projeto de REDD+ vai além das ações de conservação da floresta e de redução de emissões de GEE, caracterizando-se também como uma iniciativa de impacto socioambiental, gerando benefícios para o clima, para as comunidades e para a biodiversidade.

Site oficial: https://brcarbon.com.br

Crédito:
Imprensa

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