BAIXAR PDF: Estudo da Mirow & Co. mostra que Brasil é competitivo na produção de Hidrogênio Verde, mas enfrenta desafios na demanda doméstica

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A Mirow&Co. é uma consultoria estratégica dedicada a ajudar seus clientes a enfrentar seus desafios mais complexos.
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Imagem: Divulgação | Marco regulatório do hidrogênio verde em discussão no Congresso é fundamental para viabilizar projetos, mas são necessários outros mecanismos para destravar demanda interna no curto prazo

PRÊMIO INTERNACIONAL 2023

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Novembro de 2023 – O Brasil terá um dos menores custos para produção de hidrogênio verde e poderá se posicionar como um dos grandes players do mercado global desse combustível, recurso promissor para a economia de baixo carbono. O desenvolvimento de uma demanda doméstica relevante, no entanto, dependerá de mecanismos para destravá-la no curto prazo, mostra estudo da Mirow & Co.

Até lá, o setor ficará dependente de exportações e a indústria nacional poderá não se beneficiar do insumo.

O estudo que mapeia a estratégia de crescimento do novo setor produtivo foi realizado com a participação de mais de 40 players envolvidos nos diversos elos da cadeia de valor, englobando desde a produção de energia, desenvolvimento de plantas de hidrogênio, provedores de serviços logísticos, fornecedores de equipamentos, offtakers (compradores que garantem demanda mínima) de diferentes setores e outras instituições, como universidades.

Felipe Diniz, sócio e líder do estudo na Mirow & Co., consultoria de estratégia atuante nos setores de energia e infraestrutura, entre outros; afirma que:

“O principal desafio encontrado pelas empresas que buscam desenvolver projetos no Brasil tem sido o lado da demanda. A existência de um mercado doméstico será significativa para o crescimento e amadurecimento do setor, possibilitando a criação de novos negócios ao longo da cadeia e a oportunidade para as empresas nacionais se destacarem na transição energética, utilizando do hidrogênio verde”, diz.

As medidas para impulsionar a demanda interna de hidrogênio verde e derivados dependem de projetos que estão em tramitação no Congresso, como o do marco regulatório.

“Para aproveitar plenamente o potencial do mercado de hidrogênio verde, o Brasil deve estabelecer uma estrutura regulatória robusta. Essa estrutura deve oferecer estabilidade ao ambiente de negócios, definindo governança, taxonomia das diferentes rotas de produção, procedimentos de certificação e incentivos mínimos e transitórios que viabilizem essa indústria emergir”, declara Diniz.

Entre os demais projetos, destaca-se a criação de um mercado regulado de carbono, que obrigaria setores selecionados da economia a limitar suas emissões. Essa limitação, por sua vez, aumentaria a competitividade do hidrogênio verde como alternativa para a descarbonização. Considera-se, ainda, a possibilidade de injeção de hidrogênio na rede de dutos de gás natural, otimizando a logística, e a implementação de uma cota mínima de SAF (sigla para sustainable aviation fuel, combustíveis sustentáveis de aviação, em português) no querosene de aviação.

Outras propostas visam estabelecer incentivos que reduzam o custo de produção do hidrogênio de baixa emissão.

“Há grande entusiasmo em relação ao potencial do hidrogênio de baixo carbono no Brasil, em especial o hidrogênio verde. Contamos com uma robusta capacidade de geração de energia renovável, nossa matriz elétrica é predominantemente limpa, e possuímos um sistema nacional de transmissão de energia que nos permite combinar diferentes fontes para produzir hidrogênio verde. Por conta disso, o Brasil poderá ser altamente competitivo, e a cadeia do hidrogênio verde oferecerá muitas oportunidades de novos negócios. No entanto, para aproveitá-las, as companhias precisam avaliar detalhadamente aspectos regulatórios, avanços tecnológicos e tendências do mercado”, afirma Felipe Diniz.

A aprovação desses projetos poderá impulsionar segmentos como o de e-combustíveis, no mercado interno, especialmente o de e-metanol (também chamado de metanol verde), e-SAF e amônia verde. Esses novos combustíveis, menos poluentes que os tradicionais à base de fósseis, são relevantes para a navegação e a aviação, cujas empresas buscam fontes de suprimento de baixo carbono no mercado global.

A produção desses e-combustíveis depende não apenas de hidrogênio verde, mas também de biomassa, que tem ampla disponibilidade no Brasil. Combinados, esses fatores podem tornar o país um dos mais competitivos para a produção de e-combustíveis.

As medidas em discussão poderão destravar o mercado doméstico de hidrogênio verde também para abastecer as indústrias do aço verde e de fertilizantes (substituindo as importações de nitrogenados), e o transporte de carga de longa distância.

Exportações

Sem as condições para essa demanda interna, os produtores brasileiros de hidrogênio verde têm buscado nas exportações o impulsionador para seus projetos. O principal destino é a União Europeia, que conta com restrições a emissões de carbono e incentivos ao consumo do combustível, permitindo aos offtakers europeus comprarem o insumo de baixo carbono pagando pelo preço atual.

Este mercado está crescendo rapidamente em todo o mundo, impulsionado pelas principais economias. Países que representam 80% do PIB global têm implementado estratégias nacionais para promover o desenvolvimento do setor. Essas estratégias incluem metas de oferta e demanda, financiamento e incentivos, criando um ambiente favorável para o crescimento dos negócios.

“Esse movimento direciona o mercado e é refletido em um grande interesse do setor privado em aproveitar as oportunidades decorrentes dessas políticas”, destaca o sócio da Mirow & Co.

Globalmente, existem hoje mais de 1.000 projetos mapeados em diferentes fases, um aumento de mais de 50% em relação ao ano passado. Os investimentos anunciados somam mais de USD 300 bilhões potenciais.

O Brasil emerge como um player chave no mercado global devido a vantagens comparativas na produção de hidrogênio verde. Além de uma geração renovável de baixo custo, o país apresenta uma combinação única de fatores favoráveis, como a alta qualidade e disponibilidade de recursos solares e eólicos, colocando o Brasil entre os dez principais países em capacidade instalada.

Somam-se a esse cenário a ampla e interconectada infraestrutura de transmissão de energia do Sistema Interligado Nacional (SIN), com mais de 175 mil Km de linhas próximas a locais de produção e potenciais regiões de consumo, e o baixo custo de terras disponíveis para projetos de geração de energia renovável.

Graças a esses fatores, o Brasil pode produzir hidrogênio verde a um custo altamente competitivo, estimado entre US$ 3/Kg e US$ 4/kg. Até 2030, o valor projetado poderá cair pela metade, devido à redução nos custos de projetos de energia, despesas de capital (CAPEX) e maior eficiência dos eletrolisadores.

Diversos portos brasileiros, como Pecém, Açu e Suape, são locais promissores para a produção e exportação de hidrogênio verde. Entre esses, o Porto de Pecém, no Ceará, se destaca devido à sua proximidade com a Europa e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que oferece benefícios fiscais significativos.

O estudo da Mirow & Co. sobre os projetos em hidrogênio de baixa emissão em desenvolvimento no Brasil está disponível na página da consultoria

Sobre a Mirow & Co.

A Mirow é uma consultoria estratégica dedicada a ajudar seus clientes a enfrentar seus desafios mais complexos. Ao longo dos últimos 10 anos, atendeu a mais de 50 grandes empresas brasileiras e multinacionais em centenas de projetos, abrangendo setores como Energia, Infraestrutura, Automotivo, Celulose e Papel, entre outros.

A firma possui uma equipe composta por mais de 40 consultores e 7 sócios, com escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro, além de uma extensa rede de parceiros globais em diversos países. A abordagem da Mirow combina metodologias inovadoras, alto rigor analítico e forte capacidade de implementação, oferecendo uma experiência excepcional para seus clientes.

Site oficial: https://mirow.com.br

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