Transição energética: o alumínio como um aliado estratégico para uma economia de baixo carbono

Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) representa todos os elos da cadeia produtiva do metal, da mineração de bauxita às aplicações do alumínio.
Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) representa todos os elos da cadeia produtiva do metal, da mineração de bauxita às aplicações do alumínio.

Imagem: Divulgação | Intensidade de carbono do alumínio nacional chega a ser 300% menor que a média global

Março de 2025 – Na semana em que é celebrado o Dia Mundial da Eficiência Energética (5/3), a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) destaca o metal como um aliado estratégico para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e mitigar danos ao meio ambiente, sem comprometer a eficiência energética de seus mercados consumidores. A ABAL também enfatiza que a substituição de fontes de energia fósseis por alternativas limpas e menos poluentes tem sido uma prioridade global em setores como transporte, eletricidade, embalagens e construção civil.

“Não há sociedade moderna sem o alumínio. Ele é considerado globalmente como um material estratégico para a transição para uma economia de baixo carbono, atenta às questões ambientais e sociais. Mas o alumínio do Brasil se destaca ainda mais, uma vez que sua intensidade é de mais 300% inferior à média global, o que nos torna capazes de entregar produtos de valor agregado e leva o país a uma posição de vanguarda no processo de descarbonização”, destaca Janaina Donas, presidente-executiva da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL).

O metal é vantajoso para seus mercados consumidores por motivos variados, como o fato de ser infinitamente reciclável sem perder suas propriedades. Além disso, produzir alumínio a partir da sucata consome apenas 5% da energia necessária para a produção primária, reduzindo significativamente a demanda por eletricidade e as emissões associadas. Cerca de 60% do alumínio consumido no Brasil é proveniente da reciclagem, demonstrando a eficiência do sistema nacional de coleta e reprocessamento – enquanto a média mundial é de cerca de 30%.

O alumínio e seus principais mercados consumidores

Eletricidade

O alumínio se destaca como material para fios e cabos elétricos graças à sua alta condutividade e menor peso em comparação a outros metais.
Seu uso também é indispensável em sistemas energéticos que dependem de fontes renováveis, como a energia solar e eólica, que exigem infraestruturas de transmissão e distribuição eficientes. Entre janeiro e setembro de 2024, o setor da eletricidade registrou crescimento de 17% no consumo de alumínio em relação ao mesmo período de 2023, impulsionado pelo aumento da demanda por cabos elétricos de alumínio, devido à expansão de novas linhas de distribuição de energia e à expectativa de grandes investimentos em novas linhas de transmissão.

Como a produção de alumínio primário é uma atividade eletrointensiva, a economia de energia ocasionada pelo alto índice de reciclagem torna o setor mais eficiente e sustentável, alinhando-se às metas de descarbonização devido à matriz energética limpa do Brasil, que já é predominantemente renovável.

Transportes

A descarbonização é um dos principais motivos que fazem o alumínio ser indispensável, ainda mais com a crescente demanda de carros mais eficientes e sustentáveis. O metal é essencial para reduzir o peso dos veículos, o que resulta em menor consumo de combustível e, consequentemente, em menos emissões de CO2. Globalmente, este é o segmento que mais consume alumínio.

Embalagens

Embalagens é o maior segmento consumidor de alumínio no Brasil. Considerando que o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes sem perder suas características, o processo de reciclagem para este segmento é de suma importância. Cerca de 60% do alumínio consumido no Brasil já é proveniente da reciclagem, demonstrando a eficiência do sistema nacional de coleta e reprocessamento – enquanto a média mundial é de cerca de 30%.

Construção Civil

O setor utiliza alumínio em janelas, portas, fachadas e estruturas metálicas. A descarbonização na construção civil está diretamente ligada à utilização de materiais mais leves e duráveis. Sua aplicação na construção civil proporciona ganhos de eficiência energética às edificações verdes.

Bens de consumo 

O alumínio desempenha um papel essencial no segmento de Bens de Consumo. Com uma ampla gama de aplicações, o alumínio não apenas impulsiona a inovação e o design, mas também reforça o compromisso da indústria com soluções mais sustentáveis, tornando os produtos do dia a dia aliados da economia circular e da redução de emissões. Para o segmento da refrigeração, sua eficiência na troca térmica contribui para um menor consumo energético, enquanto nos eletroeletrônicos e na linha branca, sua leveza torna os produtos mais práticos e sustentáveis.

As preocupações com as mudanças climáticas têm mobilizado sociedade, academia, indústrias e governos na revisão de hábitos de consumo, processos produtivos e na construção de políticas de controle e incentivo à redução dos níveis de emissão de gases de efeito estufa (GEE). Mas ações já efetivas, como a transição energética, precisam ser continuadas.

Sobre a ABAL

Fundada em maio de 1970, a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) representa todos os elos da cadeia produtiva do metal, da mineração de bauxita às aplicações do alumínio, incluindo a sua reciclagem. Entre outras atividades, produz e divulga as estatísticas do setor, auxilia na elaboração e na aplicação de normas técnicas, gera e difunde conhecimento sobre o alumínio, incentiva seu uso, além de contribuir com a capacitação profissional do setor. A ABAL trabalha por uma indústria do alumínio cada vez mais competitiva, inovadora, sustentável e integrada.

Site oficial: https://abal.org.br

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