O que significa mitigação de gases de efeito estufa?

Mitigação de gases de efeito estufa refere-se a um conjunto de ações e estratégias adotadas para reduzir ou evitar a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa na atmosfera. O objetivo principal da mitigação é minimizar o aquecimento global e os impactos negativos associados às mudanças climáticas.

Os gases de efeito estufa são substâncias presentes naturalmente na atmosfera, como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e outros. Eles são responsáveis por capturar parte do calor emitido pela Terra, permitindo a manutenção de uma temperatura adequada para a vida no planeta. No entanto, a atividade humana, como a queima de combustíveis fósseis, desmatamento e práticas agrícolas intensivas, tem aumentado significativamente a concentração desses gases, levando ao aumento do efeito estufa e ao aquecimento global.

Para mitigar os efeitos das mudanças climáticas, é essencial reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Algumas das estratégias comuns de mitigação incluem:

  1. Transição para Energias Renováveis: Reduzir o uso de combustíveis fósseis e aumentar a adoção de fontes de energia limpa e renovável, como solar, eólica, hidrelétrica e geotérmica.
  2. Eficiência Energética: Melhorar a eficiência no uso de energia em edifícios, transportes, indústrias e processos, reduzindo assim o consumo e as emissões associadas.
  3. Reflorestamento e Conservação de Florestas: Proteger e restaurar áreas florestais ajuda a remover CO2 da atmosfera por meio do processo de fotossíntese.
  4. Práticas Agrícolas Sustentáveis: Adotar técnicas agrícolas que reduzam as emissões de gases de efeito estufa, como o uso de fertilizantes de forma mais eficiente e a gestão adequada do gado.
  5. Transporte Sustentável: Promover o uso de transporte público, bicicletas e veículos elétricos ou com baixas emissões para reduzir o impacto do setor de transporte.
  6. Gestão de Resíduos: Reduzir, reciclar e tratar resíduos sólidos e orgânicos para evitar a produção de metano em aterros sanitários.
  7. Tecnologias de Captura e Armazenamento de Carbono (CAC): Desenvolver tecnologias que capturem o CO2 de fontes industriais e energéticas e o armazenem de forma segura para evitar sua liberação na atmosfera.

Essas são apenas algumas das várias abordagens para a mitigação de gases de efeito estufa. É essencial que governos, empresas e indivíduos trabalhem em conjunto para reduzir as emissões e proteger o clima global para as futuras gerações.

Descarbonização e Mitigação são a mesma coisa?

Descarbonização e mitigação não são exatamente a mesma coisa, mas estão relacionadas e têm objetivos semelhantes na luta contra as mudanças climáticas.

Descarbonização

A descarbonização refere-se ao processo de redução ou eliminação gradual do carbono (principalmente o dióxido de carbono – CO2) das atividades humanas. Isso geralmente envolve a transição de sistemas baseados em combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural, para fontes de energia limpa e renovável, como solar, eólica, hidrelétrica e outras tecnologias de baixa emissão de carbono. O objetivo é reduzir significativamente as emissões de CO2 para ajudar a mitigar o aquecimento global e limitar os impactos das mudanças climáticas.

Mitigação

A mitigação, como mencionado na resposta anterior, abrange um conjunto mais amplo de estratégias que visam reduzir as emissões de todos os gases de efeito estufa (não apenas o CO2) para limitar o aquecimento global e seus efeitos adversos. Além da descarbonização, a mitigação envolve ações como a redução das emissões de metano (CH4) de atividades agrícolas e do setor de resíduos, a diminuição de óxido nitroso (N2O) de práticas agrícolas inadequadas, entre outros.

Portanto, podemos dizer que a descarbonização é uma forma específica de mitigação, concentrada na redução do CO2, mas a mitigação é um conceito mais amplo que abrange todas as ações destinadas a reduzir os gases de efeito estufa para enfrentar as mudanças climáticas.

Ambos os conceitos são essenciais para enfrentar o desafio global das mudanças climáticas e garantir um futuro mais sustentável para o planeta.

Previsões e Cenários para o futuro do planeta

O carbono é um dos principais elementos responsáveis pelas mudanças climáticas globais e tem sido objeto de intensas discussões nas últimas décadas. A Agenda 2030 é um plano de ação global adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2015 com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável em todo o mundo, com foco em 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS). Já a Agenda 2050 é uma iniciativa mais recente que busca traçar um caminho para um futuro mais sustentável e justo, estabelecendo metas claras para garantir uma economia global livre de emissões de carbono até 2050.

Os cenários para o futuro do planeta variam bastante, dependendo das ações tomadas pelos governos, empresas e indivíduos em relação às emissões de carbono e às metas de desenvolvimento sustentável.

Se as tendências atuais continuarem, é provável que ocorram efeitos devastadores nas condições climáticas, com aumento de eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar, aumento da temperatura global, escassez de recursos naturais e desigualdades socioeconômicas crescentes.

No entanto, há esperança de que a implementação de políticas ambiciosas para reduzir as emissões de carbono e alcançar as metas de desenvolvimento sustentável possa mudar esse futuro.

As tecnologias de energia renovável, como a solar e a eólica, estão se tornando cada vez mais acessíveis e eficientes, e novas soluções mais sustentáveis para a agricultura, transporte e indústria estão sendo desenvolvidas.

O aumento da conscientização e da pressão pública sobre as questões climáticas também está impulsionando a mudança.

Em suma, o futuro do planeta dependerá das ações coletivas e individuais que tomamos hoje em relação à sustentabilidade e às emissões de carbono. Se agirmos com urgência e determinação, podemos criar um futuro mais justo e sustentável para todos.

(*)Sobre o Protocolo de Quioto

O Protocolo de Quioto é um acordo internacional assinado em 1997 com o objetivo de reduzir as emissões de gases de efeito estufa e combater as mudanças climáticas. O protocolo entrou em vigor em 2005, com a adesão de mais de 190 países.

O principal objetivo do protocolo é reduzir as emissões de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global. Os gases do efeito estufa, incluindo dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e clorofluorocarbonetos, são produzidos principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão.

O protocolo estabeleceu metas de redução de emissões de gases do efeito estufa para os países industrializados, com base nos níveis de emissão de 1990. O objetivo era reduzir as emissões em pelo menos 5,2% até 2012. Cada país deve cumprir suas metas de redução de emissões através de medidas como a redução do uso de combustíveis fósseis, o aumento do uso de energias renováveis e a implementação de políticas de eficiência energética.

Além disso, o protocolo também estabeleceu um mecanismo de comércio de emissões, permitindo que os países que reduzissem suas emissões além de suas metas pudessem vender créditos de emissão excedentes para aqueles que não conseguiram cumprir suas metas.

O protocolo foi criticado por alguns países em desenvolvimento, que argumentaram que ele não fazia o suficiente para reduzir as emissões globais de gases do efeito estufa e que os países industrializados deveriam fazer mais para ajudar a financiar a transição para energias renováveis e a adoção de tecnologias limpas nos países em desenvolvimento.

Apesar das críticas, o Protocolo de Quioto representou um marco importante no esforço global para combater as mudanças climáticas e estabeleceu um precedente importante para a cooperação internacional em relação à questão das mudanças climáticas.

Por Simone Horvatin, em colaboração para AMBIENTAL MERCANTIL NOTÍCIAS

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