Impactos dos Resíduos Sólidos Urbanos nos Ambientes Marinhos

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Imagem: Eduardo da Silva Videla | Arquivo pessoal | Por Eduardo da Silva Videla, Doutor em Biologia Marinha e Ambientes Costeiros pela Universidade Federal Fluminense. Os resíduos sólidos urbanos constituem, em nível global, um dos maiores problemas da sociedade moderna.

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No Brasil temos presenciado, nas últimas décadas, um aumento significativo da degradação dos ambientes marinhos e costeiros, ocasionando uma série de problemas ambientais, econômicos e sociais. Até a década de 1950 ainda se preconizava o uso de ambientes costeiros para a destinação final de resíduos urbanos como, por exemplo, a Ilha de Sapucaia, Baía de Guanabara, para onde era levado, até o ano de 1949 todo o lixo da Cidade do Rio de Janeiro.

Grande parte dos resíduos urbanos alcançam os ambientes costeiros e oceânicos, contaminando a superfície, a coluna d’água e o substrato marinho. Estudos apontam que estão distribuídos desde as águas rasas e abrigadas até as fossas abissais, afetando espécies pelágicas e bentônicas.

Foto: Eduardo da Silva Videla | Arquivo

Estima-se que aproximadamente um milhão de aves e mamíferos marinhos morram anualmente devido à ingestão de materiais plásticos, os quais, em sua grande maioria, atingem as águas oceânicas oriundos de praias, rios e emissários submarinos.

Plásticos são os predominantes, entretanto, materiais de pesca são igualmente agressivos, uma vez que abandonados e/ou perdidos, permanecem à deriva ou no fundo, realizando o que chamamos de “pesca fantasma”, sendo responsáveis pela mortandade e ferimentos em golfinhos, baleias, tartarugas, tubarões e demais espécies.

Foto: Eduardo da Silva Videla | Arquivo

O cerne do problema está na geração, crescente e contínua, com produção diária de milhões de toneladas. A reversão desse quadro está diretamente relacionada às mudanças nos hábitos e padrões de consumo, exigindo uma reflexão profunda sobre valores e princípios.

Os dados abaixo apresentados são resultado de mergulhos autônomos sucessivos que fiz em vários locais da Baía da Guanabara e seu entorno, indicando duas possíveis causas básicas: a primeira está relacionada à adoção de medidas de monitoramento e controle e a segunda está relacionada à educação para o meio ambiente.

Foto: Eduardo da Silva Videla | Arquivo

Sobre o Autor: Eduardo da Silva Videla

Eduardo da Silva Videla, Doutor em Biologia Marinha e Ambientes Costeiros
pela Universidade Federal Fluminense

Professor de Graduação e Pós-graduações: Universidade Salgado de Oliveira – Universo (Niterói – RJ) e Centro Universitário Gama e Souza (Rio de Janeiro – RJ). Pós-Doutorando em Estudos Marítimos na Escola de Guerra Naval.  Doutor em Biologia Marinha e Ambientes Costeiros pela Universidade Federal Fluminense. Graduação em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário da Cidade e Mestre em Ciência Ambiental pela Universidade Federal Fluminense. Técnico em Segurança do Trabalho pela Escola Técnica Professor Everardo Passos, Mergulhador Profissional pela Marinha do Brasil, Fotógrafo e cinegrafista submarino pela Professional Association of Diving Instructors – PADI. Experiência nas áreas de Exploração e Produção de Petróleo em unidades offshore e onshore nos segmentos de perfuração, produção, logística, fabricação de umbilicais, lançamento de linhas, mergulho e robótica submarinha com ênfase em GESTÃO AMBIENTAL e Sistemas de Gestão Integrada em Segurança, Saúde e Meio Ambiente. Foi Coordenador do departamento de segurança, saúde e meio ambiente de empresa multinacional de petróleo, respondendo por um navio FPSO. Atuando principalmente na Bacia de Campos e de Santos – Pré-Sal. Consultor para as áreas de segurança, saúde e meio ambiente.

Link para curriculum lattes: http://lattes.cnpq.br/8364824638971416
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Instagram: @eduardovidela2021
e-mail: cousteau70@hotmail.com

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Crédito:
Ambiental Mercantil | Opinião de Especialista

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