Seca ficou mais branda no Sudeste em outubro, segundo o Monitor de Secas

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Monitor das Secas do Brasil | Outubro de 2022
Monitor das Secas do Brasil | Outubro de 2022

Imagem: Divulgação

  • Fenômeno ficou mais brando em São Paulo e Minas Gerais, que apesar da melhora teve a maior intensidade da seca no Brasil em outubro. Severidade se manteve no Espírito Santo e Rio de Janeiro
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Dezembro de 2022 – Entre setembro e outubro, a seca teve um abrandamento tanto em São Paulo quanto em Minas Gerais por conta do recuo da seca extrema no território paulista e da seca grave no mineiro, conforme a última atualização do Monitor de Secas.

No Espírito Santo e no Rio de Janeiro a severidade do fenômeno se manteve nesse período com a seca moderada sendo registrada em 81% do território capixaba e com a seca fraca no patamar de 41% do território fluminense.

Entre junho e outubro, o Espírito Santo registrou seca em 100% de seu território – maior sequência de meses consecutivos nessa situação desde a entrada do estado no Monitor em abril de 2019. Já em Minas Gerais, na comparação entre os dois meses, a área com o fenômeno diminuiu de 98% para 95% do território mineiro. No Rio de Janeiro a área com seca se manteve em cerca de 41% do estado. Já em São Paulo a área com o fenômeno diminuiu de 99% para 91% do estado.

Saiba mais sobre os destaques dos quatro estados do Sudeste acompanhados pelo Monitor de Secas.

Cenário nacional

Entre setembro e outubro, em termos de severidade da seca, seis estados tiveram um abrandamento do fenômeno segundo o Monitor de Secas: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Em Alagoas e Santa Catarina o fenômeno não foi registrado em outubro. Em outras 11 unidades da Federação a intensidade da seca permaneceu estável: Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe. Por outro lado, em três estados a seca se intensificou no período: Bahia, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Na comparação entre os dois meses, nove estados registraram a diminuição da área com seca: Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí e São Paulo. Em seis unidades da Federação a porção com a presença do fenômeno ficou estável entre setembro e outubro: Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Tocantins. Nos casos de Alagoas e Santa Catarina, seus territórios permanecem livres do fenômeno desde julho. Por outro lado, a seca avançou em cinco estados: Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe.

As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.

Quatro unidades da Federação registraram seca em 100% do território em outubro: Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás e Tocantins; sendo que para percentuais acima de 99% considera-se a totalidade dos territórios com seca.

As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.

O Monitor de Secas

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

O Monitor abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, os três do Centro-Oeste mais o Distrito Federal, além de Tocantins e Rondônia.

O processo de expansão continuará até alcançar todas as 27 unidades da Federação.

O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração. Por meio da ferramenta é possível comparar a evolução das secas nos 21 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido.

A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.

Site oficial: https://monitordesecas.ana.gov.br

Crédito:
ASCOM | ANA – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico

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