Energia solar: Aneel aprova regulamentação para geração própria renovável com avanços, mas restam pontos legais a serem ajustados, diz ABSOLAR

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ABSOLAR Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica
ABSOLAR Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica

Imagem: Divulgação | Com atraso de sete meses do prazo legal, balanço da regulamentação é positivo e risco de inviabilizar a energia solar para pequenos consumidores foi afastado

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Fevereiro de 2023 – A regulamentação da Lei n° 14.300/2022 (marco legal da geração própria de energia renovável), aprovada por unanimidade no dia (7/2) pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), traz avanços importantes, mas ainda há pontos legais a serem ajustados, segundo análise da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

De acordo com a entidade, o colegiado da Aneel endereçou adequadamente o ponto mais crítico dos três apresentados pela ABSOLAR, que seria a cobrança de taxas em duplicidade sobre os pequenos consumidores que geram a própria energia, e esclareceu que os dois pontos restantes (cobrança de demanda na baixa tensão e optante B) dependem de ajuste na redação da lei.

“Houve, portanto, avanços importantes em relação ao que tinha sido proposto pelas áreas técnicas da Aneel, sobretudo a eliminação da cobrança em duplicidade do custo de disponibilidade e da chamada TUSD Fio B, encargo pelo uso da rede, o que afastou o risco de inviabilizar a geração própria de energia solar para a sociedade brasileira”, explica Bárbara Rubim, vice-presidente de geração distribuída da ABSOLAR.

“No caso dos dois pontos críticos pendentes, a ABSOLAR já está trabalhando com o Congresso Nacional para que estes pontos sejam endereçados o mais rápido o possível, fortalecendo a segurança jurídica, transparência, previsibilidade, estabilidade e equilíbrio para aplicação da legislação”, acrescenta Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR. 

Dos comandos trazidos pela Lei, falta, agora, o cálculo dos benefícios líquidos da geração própria ao setor elétrico.

“Desde a publicação da Lei, em janeiro de 2022, a ABSOLAR trabalha para que estes benefícios sejam corretamente valorados e incluídos nas diretrizes a serem oficializadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Esperamos que a preocupação muito falada pelo atual Governo com a pauta ambiental e climática se traduza em diretrizes que impulsionem ainda mais a geração distribuída renovável”, aponta Rodrigo Sauaia, presidente executivo da ABSOLAR.

Durante os diálogos com os diretores do órgão regulador, a ABSOLAR também alertou para a importância de atuação da Aneel na fiscalização das distribuidoras em relação ao cumprimento dos prazos e nas obrigações previstas na lei e na regulamentação e também em questões concorrenciais, garantindo o equilíbrio de mercado para os pequenos empreendedores solares poderem competir em iguais condições com os grandes grupos econômicos do setor.

Sobre a ABSOLAR

Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) congrega empresas e profissionais de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico com atuação no Brasil, tanto nas áreas de geração distribuída quanto de geração centralizada.

A ABSOLAR coordena, representa e defende o desenvolvimento do setor e do mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil, promovendo e divulgando a utilização desta energia limpa, renovável e sustentável no País e representando internacionalmente o setor solar fotovoltaico brasileiro.

Site oficial: https://www.absolar.org.br

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