Preço é a principal barreira para a prática da sustentabilidade no Brasil, aponta pesquisa do Instituto Akatu

softelec
O Instituto Akatu reforça que o consumidor precisa observar diferentes ângulos ao fazer uma compra: à primeira vista um produto mais durável pode ser mais caro que um produto descartável, mas evita compras recorrentes e gera menos resíduos.
O Instituto Akatu reforça que o consumidor precisa observar diferentes ângulos ao fazer uma compra: à primeira vista um produto mais durável pode ser mais caro que um produto descartável, mas evita compras recorrentes e gera menos resíduos.

Imagem: Divulgação | Para 57% dos brasileiros, viver de uma maneira mais saudável e sustentável é “muito caro”

Publicidade
Publicidade
Equipamentos - STADLER GmbH

Março de 2024 – Na semana do Dia do Consumidor, o Instituto Akatu alertou para a necessidade de democratização do acesso a produtos e serviços mais sustentáveis no país. De acordo com a pesquisa Vida Saudável e Sustentável 2023, realizada pelo Akatu e GlobeScan, o preço é a maior barreira para a adoção de estilos de vida com melhor impacto para as pessoas e para o meio ambiente: 57% dos brasileiros dizem que viver de forma mais sustentável é “muito caro” — contra 49% da média global de 31 países mapeados pelo estudo.

Para Felipe Seffrin, coordenador de comunicação do Instituto Akatu, essa percepção de que produtos sustentáveis são mais caros é uma visão limitada da sustentabilidade.

“Praticar o consumo consciente pode significar economia direta no bolso, ao evitarmos desperdícios de água, de energia e de alimentos, por exemplo, ou quando deixamos de comprar itens supérfluos”, explica o especialista da organização que atua há duas décadas pela mobilização de indivíduos e empresas para o consumo consciente e a sustentabilidade.

Além de ampliar a oferta e o acesso a produtos mais saudáveis e sustentáveis, como alimentos com menos agrotóxicos, produtos mais duráveis, opções com menos embalagens e itens feitos a partir de matérias-primas recicladas ou recicláveis, é importante trabalhar a percepção dos benefícios da sustentabilidade para todos.

“Quando o consumidor têm mais acesso à informação e aos benefícios socioambientais embutidos no preço, ele tem maior probabilidade de fazer melhores escolhas”, afirma Felipe Seffrin.

O Instituto Akatu reforça que o consumidor precisa observar diferentes ângulos ao fazer uma compra: à primeira vista um produto mais durável pode ser mais caro que um produto descartável, mas evita compras recorrentes e gera menos resíduos. Da mesma forma, produtos mais sustentáveis podem ter preço mais elevado que outras opções, mas representam menos impactos negativos ao meio ambiente, como emissões de gases poluentes e desperdícios de matérias-primas que, no final das contas, protegem a natureza e beneficiam o próprio consumidor.

A Pesquisa Vida Saudável e Sustentável 2023 também mapeou que outras barreiras importantes para o consumo consciente e a prática da sustentabilidade no país são a falta de apoio do governo e das empresas, respectivamente para 49% e 40% dos respondentes. Outro empecilho está na falta de informação: 28% dos brasileiros afirmam não saber como viver de uma maneira que seja boa para si, para outras pessoas e para o meio ambiente — índice que aumenta para 34% entre os jovens da Geração Z, nascidos a partir de 2000.

De acordo com Felipe Seffrin, em um país com tantos desafios sociais como o Brasil é natural que exista essa percepção elitizada da sustentabilidade ou um distanciamento da temática.

“O consumo consciente pode ser praticado por todos, com benefícios diretos no bolso e na saúde”, explica. “Precisamos aproximar o tema das pessoas e mobilizar governos e empresas por mais educação, informação e transparência quando falamos de sustentabilidade. Assim, o preço na etiqueta ganha outro significado.”

A Pesquisa Vida Saudável e Sustentável 2023 foi desenvolvida pela parceria entre Instituto Akatu e a GlobeScan e contou com o patrocínio de Ambev, Asics, Assaí Atacadista, Mercado Livre, PepsiCo, RaiaDrogasil e Unilever e apoio institucional de PwC e WWF-Brasil.

Sobre o Instituto Akatu

Criado em 15 de março de 2001, o Instituto Akatu é uma organização não governamental sem fins lucrativos pioneira no trabalho pela conscientização e mobilização da sociedade para a prática do consumo consciente e a adoção de estilos mais sustentáveis de vida. As atividades do Instituto estão focadas na mudança de comportamento do consumidor por meio do desenvolvimento de campanhas, conteúdos, pesquisas e atividades educacionais. O Akatu também atua junto a empresas que buscam caminhos para uma nova economia, ajudando a identificar oportunidades que levem a novos modelos de produção e de consumo – modelos que respeitem o ambiente e o bem-estar, sem deixar de lado a prosperidade.

Site oficial: https://akatu.org.br

Imprensa

Temas Relacionados

ANUNCIE COM A AMBIENTAL MERCANTIL
AMBIENTAL MERCANTIL | ANUNCIE NO CANAL MAIS AMBIENTAL DO BRASIL
Sobre Ambiental Mercantil Notícias 5026 Artigos
AMBIENTAL MERCANTIL é sobre ESG, Sustentabilidade, Economia Circular, Resíduos, Reciclagem, Saneamento, Energias e muito mais!