No Dia Mundial do Meio Ambiente, indústria brasileira do cimento é referência na redução de emissões dos gases de efeito estufa

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Imagem: Divulgação | Ações levaram o Brasil a se tornar um dos países que emite a menor quantidade de CO2 por tonelada de cimento produzida no mundo.

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Junho de 2023 – O Dia Mundial do Meio Ambiente celebrado no último 5 de junho de 2023, sensibilizou toda a sociedade sobre a importância de se adotar práticas sustentáveis para promover a preservação do meio ambiente às futuras gerações. A indústria do cimento está fazendo sua parte, promovendo esforços significativos para reduzir o impacto causado pela atividade. As ações levaram o Brasil a se tornar uma referência mundial entre os países com a menor emissão de CO2 por tonelada de cimento produzida no mundo, tendo estado à frente desse indicador em mais de 20 dos 30 anos da série histórica.

Considerada uma atividade intensiva na emissão de gases de efeito estufa (GEE), a produção de cimento responde, globalmente, por cerca de 7% de todo o gás carbônico emitido pelo homem. Entretanto, em função de ações que vêm sendo conduzidas há décadas pelo setor, bem como do próprio perfil de emissões nacionais, no Brasil essa participação é de quase um terço da média mundial – ou 2,3% – segundo o último Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa.

 “A agenda de carbono é o maior e mais importante compromisso com o meio ambiente já firmado pela indústria do cimento. Tanto que, há 20 anos, os maiores grupos cimenteiros do mundo se uniram para criar o que é hoje considerado o maior banco de dados de emissões de uma atividade industrial no mundo. Atualmente, esse banco de dados é abastecido por 48 empresas cimenteiras atuantes no mundo todo, cobrindo cerca de 850 unidades industriais”, afirma o presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento – SNIC e da Associação Brasileira de Cimento Portland, Paulo Camillo Penna.

Mas esta posição de destaque, ao mesmo tempo em que é um reconhecimento ao esforço do setor no combate às mudanças climáticas, representa um enorme desafio: produzir o cimento necessário ao desenvolvimento do país, buscando ao mesmo tempo soluções para reduzir ainda mais as suas emissões de CO2.

Diante desse cenário, o setor tem inovado com o uso de tecnologias como o coprocessamento de combustíveis alternativos nos fornos das cimenteiras para substituição de um insumo intensivo em carbono: coque de petróleo. Este combustível fóssil é usado na queima do calcário para se obter o clínquer, a principal matéria prima do cimento.

Combustíveis renováveis

O setor de cimento também estabeleceu de maneira vanguardista suas metas em relação à redução dos seus níveis de emissão dos gases de efeito estufa e para isso pretende chegar em 2050 utilizando 55% de combustíveis renováveis de diversas fontes, tais como: resíduos urbanos sem reciclabilidade, lodo de esgoto, pneus inservíveis, agrícolas (casca de arroz, caroço do açaí, casca do babaçu) e resíduos industriais.

“Atualmente, a matriz energética já utiliza 26% de combustíveis alternativos, e tem conseguido reduzir gradativamente a cada ano sua dependência do coque de petróleo, combustível fóssil, altamente emissor e em sua grande parte importado, sujeito às variações constantes de preço do mercado internacional”, explica o presidente.

Para tanto, a indústria do cimento tem como meta a inovação e o desenvolvimento tecnológico, que visa oferecer um cimento de qualidade que atenda às necessidades crescentes do país.

“Somado a isso temos o compromisso de atingir nossas metas de emissão, ao mesmo tempo que desempenhamos um papel relevante na destinação mais adequada dos diversos tipos de resíduos, muitas vezes descartados em locais impróprios quando poderiam ser reaproveitados dentro do processo produtivo em conformidade com a economia circular”, destaca o dirigente.

Coprocessamento

O setor cimenteiro pode contribuir no aumento da vida útil dos aterros sanitários e industriais e, principalmente, com as metas públicas de eliminação de lixões e aterros controlados. Ademais, colabora com o progresso dos níveis de reciclagem, com a recuperação de áreas contaminadas, além da redução de emissão do gás metano.

“Com a tecnologia de coprocessamento, atuamos na redução das emissões de CO2, através do uso de diversas tipologias de resíduos sendo a mais recente pela utilização do CDRU (Combustível Derivado de Resíduos Urbanos) em substituição ao coque de petróleo – combustível mais utilizado no processo de fabricação de cimento”.

A atividade do coprocessamento atingiu sua melhor marca em 2021, desde o início das medições. Foram 2.408 milhões de toneladas de resíduos processados, sendo 44% de combustíveis alternativos, 48% a partir de biomassas e 8% de matérias-primas alternativas.

É o que revelou o Panorama do Coprocessamento 2022 (ano base 2021), divulgado pela Associação Brasileira de Cimento Portland – ABCP.

Já são 22.778 milhões de toneladas de resíduos coprocessados nos fornos de cimento de 1999 a 2021, ou seja, resíduos que deixaram de ser destinados em aterros e que foram transformados em energia ou que substituíram matérias-primas utilizadas pela indústria do cimento, preservando os recursos naturais em linha com a circularidade.

A tecnologia já é utilizada no Brasil há mais de 25 anos em todo território nacional, contribuindo para uma economia de baixo carbono, com fontes renováveis e menor disposição em aterros.

Sobre a ABCP 

A Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) é uma entidade sem fins lucrativos, mantida pela indústria brasileira do cimento, que há mais de 80 anos promove estudos sobre o cimento e seus sistemas construtivos e presta serviços laboratoriais de excelência à cadeia produtiva da construção civil que emprega o concreto. Mantém uma equipe de profissionais graduados à disposição do mercado, para consultoria e suporte a grandes obras da engenharia brasileira.

Site oficial : Associação Brasileira de Cimento Portland – PORTAL ABCP

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