IPG desenvolve projeto pioneiro ‘Ecossistema de Inovação Social de Petrópolis’ para entender a cidade, as iniciativas sociais e suas instituições

softelec
Foto: Bolsistas Reginaldo Braga e Gopala Miron
Foto: Bolsistas Reginaldo Braga e Gopala Miron

Imagem: Divulgação | Por Teresinha Almeida, Jornalista e Educadora Ambiental

Publicidade
Publicidade
AMBIENTAL MERCANTIL

Setembro de 2023 – Uma proposta inovadora e pioneira. Assim pode ser definido o projeto de pesquisa
“Cartografia do Ecossistema de Inovações Sociais de Petrópolis” que está sendo desenvolvido pelo Instituto Philippe Guédon (IPG). De acordo com o Professor Gustavo Costa, Coordenador do projeto, “o tema é emergente e há pouquíssimos estudos sobre inovações sociais no Brasil, sobretudo baseados na perspectiva pragmatista”.

Foto: Cleveland Jones, Coordenador, com os pesquisadores

O Presidente do IPG, Cleveland Jones, acredita que esta pesquisa deixaria Guédon muito feliz, dizendo que “Inovação e pioneirismo sempre fizeram parte da trajetória de Philippe Guédon. Foi ele quem fundou a primeira associação de moradores de Itaipava, a primeira cooperativa de reciclagem e esteve presente em muitas outras iniciativas de gestão participativa”.

O projeto faz parte do programa pesquisador na empresa, da FAPERJ, que financia as bolsas para os profissionais que ficarão encarregados de fazer a pesquisa. Os bolsistas foram selecionados através de uma chamada pública do IPG e recebeu mais de 20 currículos.

Os escolhidos foram Reginaldo Braga Junior, Mestre em Arquitetura e doutorando em Planejamento Urbano e Regional e Gopala Miron Assis, Mestre em Política Social.

Reginaldo e Gopala apesar de terem motivações e experiências acadêmicas e profissionais bem distintas um do outro, possuem em comum o interesse pelos temas ecossistema de inovação social e gestão participativa. Reginaldo resolveu participar da seleção porque percebeu que havia pontos que se relacionavam com suas pesquisas, e o fato de ser uma pesquisa nova no Brasil também o entusiasma.

Gopala destaca que: “Uma proposta nova, um projeto em construção, ainda há poucas referências no país”, o que mostra que o trabalho deles poderá ser também uma referência e ter desdobramentos. E eles já estão trabalhando.

Neste momento, o primeiro passo é fazer um mapeamento das localidades de Petrópolis, através de dados estatísticos oficiais. O objetivo é entender a cidade, identificar iniciativas, as instituições envolvidas e elencar os principais problemas de Petrópolis. Só depois desta etapa é que irão para o trabalho em campo, ou seja, conhecer de perto os locais e visitar as comunidades. O projeto Inovação social é desenvolver soluções para problemas e necessidades que impactam toda a sociedade, por isso, basicamente, a pesquisa pretende responder as seguintes perguntas:

  • Quais iniciativas promovem Inovação Social e como são formadas?
  • Quem são os atores de suporte e quais papeis desempenham?
  • Quais são e como ocorrem as interações entre os atores?
  • Quais são as principais causas mobilizadas?
  • Quem são os públicos atendidos?

De acordo com o coordenador: “O objetivo deste projeto é conhecer a rede de interações e transações dos atores do Ecossistema de Inovação Social de Petrópolis, permitindo assim compreender melhor a dinâmica das inovações que tratam mais especificamente da resolução dos problemas públicos na cidade e, a partir deste conhecimento, estudar e promover formas que potencializam e dinamizam as inovações sociais”.

Segundo Reginaldo, na prática, o projeto pretende compreender como os atores (moradores, pessoas que estejam ligadas à determinada localidade e iniciativas) estão dialogando com o poder público, e se, por exemplo:

“Há potencial para novas políticas públicas, identificar esses atores, as causas dos problemas, enfim conhecer todas as experiências relacionadas à inovação”.

Gopala enfatiza que esse projeto vai resultar em: “Uma memória dessas iniciativas nos bairros, nas localidades do município”. Além disso, o projeto poderá propor soluções. “Não é apenas um projeto acadêmico bibliográfico, o trabalho principal será em campo, conhecendo as iniciativas e construindo o Ecossistema de Inovações Sociais em Petrópolis”,  esclarece Gopala.

Além dos bolsistas e do Professor Gustavo, responsável pela coordenação acadêmica e orientação científica, o projeto também conta com a participação de uma equipe do IPG, sendo Cleveland M. Jones, responsável pela Coordenação Técnica, e Teresinha de Jesus Fidelles de Almeida e Ramiro Farjalla Ferreira no apoio institucional e colaborando também na articulação local.

Foto: Teresinha Almeida, Reginaldo, Professor Gustavo Costa e Gopala

Quinzenalmente serão realizadas oficinas com estudantes de gestão pública no IPPUR (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional/UFRJ), que também participa da pesquisa. O IPG irá informar a data dessas oficinas, abertas ao público interessado, que têm por objetivo acompanhar o andamento do projeto e trocar ideias com os participantes. Dentro do projeto também estão previstos diversos eventos que serão organizados pelo IPG, mas que ainda precisam de financiamento.

Quem quiser colaborar para a realização dessas atividades e assim fazer parte desta iniciativa, que será um diferencial para a sociedade petropolitana, pode entrar em contato através do e-mail ipgpar@gmail.com. A íntegra do projeto está disponível no link.

Conheça os Pesquisadores

Gopala Miron de Assis

Mestra em Política Social pela UFF, estuda a violência política contra mulheres na política e os efeitos disseminação de desinformação nos processos eleitorais. É formada em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, tem cinco anos de experiência com desenvolvimento/ engajamento estratégico de campanhas de comunicação e mobilizações políticas, articulando setores da sociedade civil, ONGs e tomadores de decisão. Foi assessora parlamentar na cidade de Petrópolis, integrou durante dois anos (2016-2018) um grupo de iniciação científica do Instituto de Ciências Sociais (UERJ) no qual realizou levantamento de dados e análise dos mesmos; Estagiou durante três anos (2014-2017) no Arquivo Nacional, organizando projetos e digitalização de documentações históricas; Está em constante atualização de seus conhecimentos, realizando cursos de avaliações e impacto de políticas sociais, análise de dados e humanidades digitais. Em 2019 recebeu o segundo lugar do prêmio Giralda Seyferth (PPGAS-MN/UFRJ) de melhores trabalhos acadêmicos de graduação. Apresentou artigo completo na FLACSO/2022 no Uruguai e possuí artigo em Coletânea aceito para publicação no segundo semestre de 2023. Lattes

Reginaldo Braga Junior

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Pará – UFPA (2013), mestrado em Planejamento Urbano e Regional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (2019) e doutorado em andamento também pelo IPPUR/UFRJ. Tem experiências profissionais nas áreas de arquitetura e urbanismo, planejamento urbano, engenharia de segurança do trabalho e geoprocessamento (SIG/GIS). Atualmente, no doutorado, trabalha temas de pesquisas que discutem a relação entre arquitetura, raça e cidade; e arquitetura pública, Estado e espacialidades culturais.

É membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Geografia, Relações Raciais e Movimentos Sociais (NEGRAM) no ETTERN/IPPUR/UFRJ, onde atua nas linhas de pesquisa “Espaço e sociabilidades do corpo negro” e “Terra, território e racializações na formação urbana”, que aborda questões relacionadas à segregação racial e as grafias espaciais das relações raciais nas cidades. Além da atuação em oficinas destinadas à graduação e ações de extensão, como o projeto “Censo Popular, Auto mapeamento e Cartografia Social do Morro da Providência: SOS Providência & projeto Morador Monitor”. Lattes

Imprensa

Temas relacionados

ANUNCIE COM A AMBIENTAL MERCANTIL
AMBIENTAL MERCANTIL | ANUNCIE NO CANAL MAIS AMBIENTAL DO BRASIL
About Ambiental Mercantil Notícias 5366 Articles
AMBIENTAL MERCANTIL é sobre ESG, Sustentabilidade, Economia Circular, Resíduos, Reciclagem, Saneamento, Energias e muito mais!