Agenda comum de Economia Circular é urgente para desenvolvimento social e econômico da América Latina

Agenda comum de Economia Circular é urgente para desenvolvimento social e econômico da América Latina

Imagem: Divulgação CEBRI Centro Brasileiro de Relações Internacionais | Secretário do Ministério do Meio Ambiente da Argentina, Rodrigo Tornquist, participou de evento do CEBRI e defendeu maior integração para o desenvolvimento do continente

Medidas concretas para transformar os atuais padrões de produção e consumo na América Latina precisam ser postas em prática nos próximos meses, defendeu o secretário para as Alterações Climáticas, Desenvolvimento Sustentável e Inovação do Ministério do Meio Ambiente da Argentina, Rodrigo Rodríguez Tornquist, na manhã de 25/08/2021 durante o webinar “Alianças para a Economia Circular na América Latina”, promovido pelo CEBRI em parceria com a EKLA-KAS.

O secretário argentino também ressaltou a importância da cooperação entre os países da América Latina e Caribe para o desenvolvimento sustentável do continente.

“As deficiências nas relações multilaterais abriram espaço para certa rivalidade econômica, tecnológica e militar entre os países, o que torna ainda mais complexa a necessidade de repensarmos os paradigmas produtivos dos países”, afirmou.

Para Rodrigo Rodríguez Tornquist, há uma urgência de cooperação entre setor público e privado e de engajamento da sociedade civil acerca do tema.

“Além de popularizar a agenda ambiental, precisamos romper com a lógica de oposição entre setor público e privado. É preciso estabelecer pontes para construirmos uma nova cultura política”, defendeu Rodrigo Rodríguez Tornquist.

O chefe da Divisão de Assuntos Ambientais, Sociais e Governança Corporativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luiz Gabriel Todt Azevedo, disse que a cooperação regional deve ser prioritária, a despeito do cenário político.

“Não podemos deixar que diferenças políticas impeçam o avanço em agendas que são urgentes, prioritárias e transversais”, enfatizou. 

Segundo os especialistas, o arcabouço institucional para promover cooperação e alianças na economia circular já existem, apesar da falta de acordos que beneficiem a integração. “A integração regulatória e econômica é fundamental para criarmos escalas de mercados. Assim, as operadoras industriais conseguem fazer, inclusive, transações reversíveis para recuperar recursos”, afirmou o Oficial de Assuntos Econômicos da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento, Henrique Pacini.

Circularidade, meio ambiente e atores sociais

As mudanças climáticas podem aumentar a competição pelo uso das superfícies terrestres.

Segundo Henrique Pacini, os investimentos em cadeias produtivas circulares é a solução a longo prazo para os atuais problemas ambientais e produtivos.

“Ao utilizar o que já está circulando temos uma redução das demandas por novas áreas e por fertilizantes, por exemplo, há uma redução da necessidade de extrações primárias”, afirmou. A ex- Ministra do Meio Ambiente e Conselheira do CEBRI, Izabella Teixeira, destacou que a economia circular não se restringe às questões ambientais.

“A circularidade busca uma nova forma de consumir e produzir e é justamente isso que gera uma nova maneira de se relacionar com os recursos naturais”, frisou a Conselheira.

Mais informações: imprensa@cebri.org.br

Site oficial: https://www.cebri.org/

Crédito;
Imprensa | CEBRI Centro Brasileiro de Relações Internacionais

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