Graças à preservação ambiental, pássaro raro atrai fotógrafos internacionais a Mato Grosso

A pousada está situada no extremo sul da floresta amazônica, em área de transição com o Cerrado, onde a fauna e a flora amazônica estão largamente representadas. Desde o ano de 2006, o Jardim da Amazônia recebe pesquisadores, fotógrafos de natureza e a atividade de birdwatching (observação de pássaros) fazendo parte da rota mundial destes observadores.
A pousada está situada no extremo sul da floresta amazônica, em área de transição com o Cerrado, onde a fauna e a flora amazônica estão largamente representadas. Desde o ano de 2006, o Jardim da Amazônia recebe pesquisadores, fotógrafos de natureza e a atividade de birdwatching (observação de pássaros) fazendo parte da rota mundial destes observadores.

Imagem: Divulgação | Tiê-bicudo voltou a ser visto na região nos últimos anos e foi registrado por fotógrafos ingleses em uma área preservada no Mato Grosso, que integra o programa de conservação de florestas do Grupo BMV, há 15 anos

Novembro de 2022 – Incentivar a manutenção da conservação de florestas cada vez mais mostra-se a saída para o desenvolvimento sustentável de negócios em biomas brasileiros.

O pássaro Tiê-bicudo, considerado criticamente ameaçado de extinção pela União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) e em perigo pela Lista Nacional de Fauna Ameaçada, voltou a ser a ser visto nos últimos anos em uma área de preservação ambiental que conta com o apoio do Grupo Brasil Mata Viva (BMV).

Isso motivou a vinda ao Brasil dos fotógrafos ingleses especialistas em observação de aves Jonathan Newman e Michael Woodhouse, conhecidos por terem fotografado mais de 9 mil espécies de aves, cada um.

O registro aconteceu agora em setembro, no terreno da pousada Jardim da Amazônia, possuidora do Selo Sustentabilidade Tesouro Verde, localizado em uma área que faz “divisa” com o Núcleo Arinos – Mato Grosso, região de preservação ambiental do BMV, formada por 42 proprietários rurais, que mantêm mais de 80 mil hectares de floresta preservada, de um total de mais de 104 mil hectares.

O primeiro registro do Tiê-bicudo foi feito em 1938. Desde então, nunca mais houve registros fotográficos, até que, em 2003, a espécie voltou a ser vista no Parque Nacional das Emas (GO) e, em 2006, redescoberta na região do Vale do Arinos, onde está o núcleo ambiental do BMV.

Além das espécies de aves, os fotógrafos também registraram uma espécie rara de morcego que só foi catalogada na Costa Rica. A região também é conhecida por ser um habitat natural para diversos outros grupos, como os macacos Parauacú (ou macaco-cabeludo) e o Aotus (macaco-da-noite), raro primata com hábito noturno.

Desde 2007, essa área conta com os trabalhos de conservação, catalogação e monitoramento do BMV. Porém, o Jardim da Amazônia realiza um trabalho de preservação há 25 anos.

As margens preservadas do Rio Claro formam um importante corredor de floresta com trilhas de árvores nativas da Amazônia, onde as árvores são significativamente mais baixas, facilitando a observação e somam mais de 560 espécies de aves.

Foi graças a esse trabalho conjunto, entre produtores rurais e o BMV, que a região conseguiu reduzir o impacto ambiental e permitir o retorno e procriação de diversas espécies. Esses produtores rurais assumiram o compromisso de conservar as reservas florestais que possuem em suas terras. Em contrapartida, eles são remunerados por empresas da iniciativa privada que investem em Unidades de Crédito de Sustentabilidade, as UCS – commodity ambiental adquirida via B3, principalmente.

Negócios sustentáveis

Para Raquel Zanchet, coproprietária da pousada, as parcerias são necessárias para manter a biodiversidade da região, além de serem uma forma de trazer de volta animais e plantas que estavam desaparecidos.

“Estamos numa região de mata preservada que hoje possui mais de 530 espécies de aves e as ações de preservação da floresta em pé nos ajudam a mantermos uma crescente no número de espécies de animais que temos hoje”.

A pousada está situada no extremo sul da floresta amazônica, em área de transição com o Cerrado, onde a fauna e a flora amazônica estão largamente representadas. Desde o ano de 2006, o Jardim da Amazônia recebe pesquisadores, fotógrafos de natureza e a atividade de birdwatching (observação de pássaros) fazendo parte da rota mundial destes observadores.

Investimento em florestas

O Grupo BMV é uma greentech brasileira que contribui com os produtores ambientais na preservação de suas áreas de floresta nativa. Para isso, os produtores rurais incluem suas áreas de preservação ambiental no programa do BMV e são rentabilizados por isso.

Essas áreas são “convertidas” em Unidades de Crédito de Sustentabilidade (UCS), uma comodity ambiental ESG registrada na B3. A UCS foi desenvolvida como um título que pode ser adquirido na B3, assim como títulos de commodities como arroz, milho ou café. As empresas e pessoas interessadas em preservar o meio ambiente e promover desenvolvimento social podem adquirir essas UCS, recebendo, em contrapartida a certificação Selo Sustentabilidade Tesour de compensação de suas emissões de carbono e uso de recursos naturais inerentes à atividade que exercem.

É uma solução que não envolve dinheiro público, apenas recursos da iniciativa privada para investir na conservação de florestas nativas em áreas privadas.

O valor arrecadado com a venda de UCS é destinado a produtores rurais pertencentes aos núcleos de atuação do BMV. Parte da verba é dirigida a um determinado produtor e a outra parte ao núcleo ao qual pertence, que, de forma participativa, define o que a comunidade local precisa, como, por exemplo, escola, posto de saúde, construção de uma ponte, entre outros.

Há critérios bem definidos para admitir um produtor rural no programa. A floresta nativa que se candidata a fazer parte de um núcleo do BMV, é colocada em audiência pública, que conta com a participação do Ministério Público local acompanhando o processo.

Só após ser aprovada é que passa a integrar o programa e se beneficiar dos créditos obtidos pelas UCS. Como a UCS contempla práticas ambientais (preservação da floresta), sociais (projetos comunitários) e de governança (regulamentações, certificações e rastreabilidade) é classificada como uma commodity ESG.

Atualmente, mais de um milhão de hectares de mata nativa estão preservados, em sete núcleos do BMV: Xingu, Teles Pires, Madeira, Arinos, Amapá, Roosevelt e Guariba, nos estados do Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

A metodologia desenvolvida pelo BMV conta com o respaldo científico da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que verifica a aferição da biodiversidade das florestas que integram os projetos. Além disso, todo o protocolo é chancelado pela principal certificadora do mundo, especializada em inspeção, testes e certificação ambiental, a suíça SGS, garantindo que a operação seja a mais sustentável possível.

Para completar, o grupo BMV utiliza tecnologias como blockchain, que permitem a rastreabilidade de todas as etapas.

Site oficial: BMV – Brasil Mata Viva – Brasil Mata Viva

Crédito:
Imprensa

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