OPINIÃO DE ESPECIALISTA: Porque existem diferentes ‘paybacks’ de investimentos de usinas de energia solar fotovoltaica?

A ecoPotenco entrega soluções energéticas inovadoras e alinhadas aos princípios da sustentabilidade econômica, ambiental e social, utilizando gestão de processos e tecnologia de equipamentos e gerando valor para as pessoas e para as empresas.
A ecoPotenco entrega soluções energéticas inovadoras e alinhadas aos princípios da sustentabilidade econômica, ambiental e social, utilizando gestão de processos e tecnologia de equipamentos e gerando valor para as pessoas e para as empresas.

Imagem: Divulgação | Por Sergio Vieira MBA é Cofundador da empresa baiana ecoPotenco Energia Sustentável e mostra como se tornar investidor de usina solar fotovoltaica; para seção OPINIÃO DE ESPECIALISTA AMBIENTAL MERCANTIL

Janeiro de 2023 – Recentemente fui indagado por um potencial cliente sobre este tema: “Porque o seu payback é maior do que as propostas que recebi de outras empresas?”

Já havia recebido este mesmo questionamento e respondi a contento. Para maior compreensão ao mercado (clientes e fornecedores) quanto à itens que podem esclarecer esta questão, resolvi escrever sobre alguns pontos importantes.

Inicialmente, cabe o registro sobre o que é esse tal de payback. Esse termo em inglês, muito utilizado nos estudos e cálculos de investimento, significa em quanto tempo há o retorno de um investimento, também conhecido como capex (CAPital EXpenditure), em relação aos benefícios gerados por este.

Formas de Payback

Resumindo: hoje, investindo R$ 100.000 em uma usina de energia solar se economiza R$ 25.000/ano na conta de energia elétrica, logo o seu payback é de 4 anos, e só após este período se inicia a ter lucro sobre o investimento (CAPEX).

Contudo, o exemplo acima refere-se ao que é conhecido como “payback simples” e que não considera a correção monetária do dinheiro ao longo do tempo, ou seja, não refletindo o que acontece no mundo real!

Neste contexto, é necessário que todo e qualquer investimento considere esta correção monetária ao longo do tempo (Payback Descontado), para que a decisão quanto ao “GO-NO GO” de investimento seja mais assertiva possível.

Para isso, é necessário incluir a Taxa Mínima de Atratividade (TMA) neste cálculo.

Muitos investidores utilizam a “taxa selic” como sendo o valor de referência para a TMA, mas já fui solicitado a considerar alguns “scores” para Dólar, TJLP, CDI, IPCA, INPC e IGP-M, ou seja, pode ser necessário uma composição de índices de modo que seja estabelecida a TMA de cada investidor.

Verificando ainda os impactos de outros elementos em nosso próprio Demonstrativo de Formação de Preço (DFP), cito ainda aqui os valores dos custos operacionais, também conhecidos como “opex” (OPerational EXpenditure).

Você se lembra dos R$ 25.000/mês de economia na conta de energia citados acima?

Pois é! Não é exatamente este valor o total da economia: para o cálculo da economia real do investidor, há de se considerar os demais custos reais de uma usina solar fotovoltaica, que podem ser os seguintes, não limitado a:

1) Limpezas e manutenções preventivas: são previsíveis e necessárias!

Obviamente, a depender o cenário, estas podem ser com maior frequência que a normalmente já programada, no mínimo, semestralmente. Outro ponto importante a ser lembrado é quanto à necessidade de revisão nos terminais e componentes elétricos/eletrônicos, cujos contatos elétricos precisam estar sempre ajustados para não gerarem perdas de energia e/ou prejudicarem o monitoramento remoto. Em relação à estes dois pontos, não devemos nos esquecer também da limpeza e manutenção do(s) inversor(es) que pode(m) acumular sujeira no seu sistema de arrefecimento (inversores instalados na parede, conhecidos como inversor “String”), propiciando assim seu mal funcionamento e/ou interrompendo a geração de energia solar.

2) Apólice de seguro

Analogamente a um carro ou a uma residência, deve-se sempre ter uma apólice de seguros para transferir para a seguradora os custos de um eventual dano. Obviamente não é um custo significativo, e podemos ajudar quanto à este item, que é recorrente.

3) Manutenção de peças e/ou componentes

Obviamente, ao longo de vários anos de funcionamento, alguns componentes necessitarão ser substituídos e, obviamente, esses custos eventuais também precisarão ser considerados no cálculo.

4) Financiamento bancário

Caso o investimento seja feito através de um financiamento bancário, o valor da prestação mensal, que deve ser gerado pelo fluxo de caixa da economia na conta de energia, também deve ser considerado, sendo seu impacto variado de acordo com contrato e condições do agente financeiro.

Pensando em investir em Energia Solar Fotovoltaica? Recomendação:

a) É mais assertivo o uso da TMA no cálculo do “Payback Descontado” para melhor espelhar o mundo real do investidor;
b) No Processo do “GO-NO GO” pode haver fatores não mensuráveis mas que precisam estar mapeados, tais como, não restrito a:
i. Melhoria da imagem por geração/uso de energias renováveis;
ii. Atendimento a alguma demanda corporativa;
iii. Atendimento a requisitos legais;
iv. Análise de Riscos do Investimento;
v. Liquidez quando da possível venda (da usina ou do imóvel).
c) É fundamental explicitar para o investidor uma estimativa de custos após o período de garantia, para que o impacto do OPEX seja considerado ao longo do tempo.

Informações claras, honestas e precisas precisam fazer parte do contexto entre empresas do setor de energia solar e consumidores investidores. Construir relações de confiança, para que os investidores entendam que investir em usinas de energia solar fotovoltaica traz sim, benefícios financeiros reais.

Sobre o autor

Sergio Vieira possui MBA, é um mebro do PMI-Associated. É Cofundador & Gestor na ecoPotenco Energia Sustentável. Sua empresa reune Especialistas em Soluções Energéticas Sustentáveis para Geradores e Consumidores: Energia Solar Fotovoltaica, Energia Eólica, Mercado Livre de Energia (ACL) e Gestão/Monitoramento. #VocêDonoDaSuaEnergia

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