Greta Thunberg e Brunna Sachs cobram ações do Brasil para combater crise climática

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Imagem: Divulgação | Jovens ativistas veganas defendem que país se comprometa com proteção da Amazônia e reveja sistema alimentar para cumprir metas do Acordo de Paris

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Com participação da ativista sueca Greta Thunberg, a preservação da Amazônia e a relação da produção de carne com os graves impactos no clima foram debatidos em sessão do Senado que analisou, na sexta-feira (10/9), o relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas Globais (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU). 

“O mundo não pode arcar com o custo de perder a Amazônia, precisamos alcançar as metas do Acordo de Paris. Não alcançar seria uma sentença de morte para a humanidade. Sou apenas uma pessoa, mas os olhos de todo mundo estão voltados para vocês no Brasil”, disse Greta, 18 anos, conhecida mundialmente pelo seu ativismo ambiental.

No Brasil, esse apelo também tem sido levado adiante por uma jovem: Brunna Sachs, ativista vegana de apenas 12 anos e embaixadora jovem do Plant Based Treaty no Brasil – tratado elaborado para colocar o sistema alimentar na vanguarda do combate à crise climática.

“A Amazônia sofre constantemente com o desmatamento para pasto. A destruição da floresta e a queima de biomassa estão relacionadas à liberação de grandes quantidades de dióxido de carbono. Assim, o desmatamento na Amazônia pode influenciar as mudanças climáticas globais”, destaca Brunna.

Buscando contribuir com a eficácia do Acordo de Paris, a campanha Plant Based Treaty aborda os danos da produção de carne, laticínios e ovos, que provocam emissões de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso, três principais gases do efeito de estufa. Especialistas ouvidos nesta sexta pelo Senado reforçaram que a redução de emissões de metano é provavelmente a única forma de evitar aumentos de temperatura acima de 1,5°C. 

“Temos constantemente aumentado a emissão de gás metano, presente nos combustíveis e na atividade agrícola. Essa fome do mundo por carne vermelha é responsável pelo aumento de metano na atmosfera. Já aumentou em três vezes as emissões desde 2000. Temos de refletir sobre o tipo de comida que queremos”, alertou o químico David King, líder do Conselho Consultivo de Crise Climática, em fala no Senado.

O metano é um gás produzido pela decomposição da matéria orgânica e tem um potencial de aquecimento global 20 vezes maior do que o dióxido de carbono. No Acordo de Paris, o Brasil assumiu como objetivo cortar as emissões de gases de efeito estufa (entre eles o metano) em 37% até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030.

Os resultados do IPCC, divulgados em agosto, serviram como um alerta máximo de que as atividades humanas são as principais responsáveis pela crise climática. Por causa da urgência em frear o avanço dos problemas, o Plant Based Treaty incentiva líderes a negociarem um acordo global em torno de três princípios: acabar com a alteração do uso da terra, degradação de ecossistemas ou desmatamento para fins de exploração animal; fazer uma transição ativa dos sistemas agrícolas de base animal para sistemas alimentares estritamente de vegetais e recuperar ecossistemas e reflorestar a terra danificada.

“Um dos maiores causadores do aquecimento global e mudanças climáticas é justamente a pecuária intensiva. Enquanto não mudarmos nossa relação com os alimentos, estaremos arriscando o futuro do nosso planeta e o nosso”, aponta Brunna.

Sobre o Plant Based Treaty:

O Plant Based Treaty foi elaborado para colocar o sistema alimentar na vanguarda do combate à crise climática. Ele visa travar a acelerada degradação generalizada dos ecossistemas causada pela agropecuária atual e promover uma mudança para dietas vegetais sustentáveis e mais saudáveis.

Crédito:
Imprensa | Plant Based Treaty

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