Vamos falar de Geotecnia #3: Investigação Geológica-Geotécnica na Engenharia Civil

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Engenheiro civil Arthur Teixeira Askinis, colunista
Engenheiro civil Arthur Teixeira Askinis, colunista

Imagem: Divulgação | Por Arthur Teixeira Askinis, Engenheiro Civil formado pela FEI (2015) e especialista em Fundações e Geotecnia em obras imobiliárias pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Atualmente é coordenador da Divisão Técnica de Geotecnia do Instituto de Engenharia

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Janeiro de 2024 – Na engenharia as obras são pensadas para atender uma necessidade ou demanda e em função desse atendimento muitas vezes ocorrem as obras geotécnicas.  Entre essas necessidades e demandas, pode-se citar a moradia, que no exemplo surge a necessidade de um edifício que por sua vez é necessária uma fundação. Outro exemplo de obra geotécnica ocorre com o deslocamento seja de pessoas ou carga, fazendo com que seja necessário as rodovias e ferrovias e para viabilizar essas obras são utilizados taludes de corte e/ou aterro. Por fim, uma das obras de geotecnia mais conhecida pela população em geral, a barragem. A barragem pode surgir a partir da necessidade de abastecimento de água de uma cidade.

Um ponto primordial de uma obra geotécnica é o conhecimento do subsolo. Qual tipo de solo ou rocha existe ali? É preciso conhecer as propriedades geomecânicas e hidráulicas desse subsolo e a forma de conhecer é através da investigação geológica-geotécnica.

Cabe aqui ressaltar que a Geotecnia não é uma ciência exata, como afirma a norma NBR 6122 de fundações.

Foto: Tripé de sondagem com martelo
Foto: Amostra de solo arenoso

Existem os ensaios de campo como o SPT, CPTu, DMT, PMT, Vane teste e os ensaios de laboratório como granulometria, adensamento, triaxial entre outros. Cada ensaio tem suas aplicações, suas vantagens e limitações por isso cabe ao engenheiro saber quais ensaios utilizar na sua IGG.

Foto: “Ponteiras” dos ensaios especiais

Note que as patologias de fundação estão na maior parte ligadas a IGG e a sua interpretação. Por isso é importante uma boa investigação e análise. Com a análise é possível traçarmos um perfil geológico-geotécnico.

Imagem: Perfil geológico-geotécnico na margem de um rio Amazônico

Segundo Schnaid ,o custo de sondagens de reconhecimento, no Brasil, varia entre 0,2 e 0,5% do custo total da obra (edificações residenciais podem alcançar de 3 a 4%).​

Segundo Fookes et al. (2000) a recomendação do percentual do custo dedicado a investigação geológico-geotécnica é de 1,5% a 8% para obras de grande complexidade.​ O investimento em IGG permite muitas vezes uma obra mais econômica. Outra questão é a maior segurança da obra, conhecendo o subsolo diminuímos as incertezas assim reduzindo a probabilidade de ruína.

Um exemplo excelente que teremos em breve é o Concurso de Prova de Carga que teremos no Instituto de Engenharia. Consiste basicamente em prever o comportamento de uma estaca em função dos ensaios executados. Nessa IGG contaremos com o ensaio SPT acrescido do torque, SCPTu, SDMT e Cross Hole. O “S” antes do nome dos ensaios indica que serão ensaios sísmicos.

A investigação geológica-geotécnica é parte fundamental e deve ser sempre bem avaliada para que a tomada de decisão seja mais assertiva, econômica e segura. A investigação geológica-geotécnica é parte fundamental e deve ser sempre bem avaliada para que a tomada de decisão seja mais assertiva, econômica e segura. O assunto é amplo e em constante evolução.

Sobre o Autor

Arthur Teixeira Askinis é Engenheiro Civil especializado em Geotecnia.
Arthur Teixeira Askinis é Engenheiro Civil, especializado em Geotecnia.

Arthur Teixeira Askinis é um Engenheiro Civil formado pela FEI (2015) e especialista em Fundações e Geotecnia em obras imobiliárias pelo Instituto Mauá de Tecnologia. Atualmente atua como coordenador da Divisão Técnica de Geotecnia do Instituto de Engenharia, promovendo palestras e simpósios sobre o tema, evidenciando seu compromisso com a disseminação de conhecimento e avanço na área de engenharia geotécnica.

Perfil do Arthur Teixeira Askinis no LinkedIn.

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Crédito:
AMBIENTAL MERCANTIL | Por Por Arthur Teixeira Askinis, colunista e colaborador

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