Carga do novo coronavírus em esgotos de Curitiba aumenta 31 vezes na última semana de 2021

Carga do novo coronavírus em esgotos de Curitiba aumenta 31 vezes na última semana de 2021

Imagem: Divulgação

A Rede Monitoramento Covid Esgotos publicou em 4 de janeiro, uma Nota de Alerta para a cidade de Curitiba (PR). Foi detectado um forte aumento na carga do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no esgoto da capital paranaense em 28 de dezembro de 2021, 31 vezes superior à carga detectada na semana anterior.

Os dados foram obtidos pela soma das cargas das cinco Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) monitoradas de Curitiba, que atendem juntas à toda população da cidade e a uma fração da população da região metropolitana da capital.

Desde agosto de 2021 as cargas não atingiam patamares tão elevados. Também foi observado uma duplicação no número de novos casos confirmados de Covid-19 em Curitiba no período analisado, da última semana de 2021 em relação à semana anterior.

Para saber mais informações, confira a Nota de Alerta para Curitiba (PR) na íntegra.

Sobre a Rede Monitoramento COVID Esgotos

Rede Monitoramento COVID Esgotos, lançada em webinar realizado em 16 de abril de 2021, acompanha as cargas virais e concentrações do novo coronavírus no esgoto de seis capitais e cidades que integram as regiões metropolitanas de: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Recife e Rio de Janeiro. Esse trabalho, uma das maiores iniciativas brasileiras de monitoramento da COVID-19 no esgoto, busca ampliar as informações para o enfrentamento da pandemia de COVID-19.

Nesse sentido, os resultados gerados sobre a ocorrência do novo coronavírus no esgoto das cidades em questão podem auxiliar as autoridades locais de saúde na tomada de decisões relacionadas à manutenção ou flexibilização das medidas de controle para a disseminação da COVID-19. Também pode fornecer alertas precoces dos riscos de aumento de incidência do vírus de forma regionalizada.

Com os estudos, o grupo pretende identificar tendências e alterações na ocorrência do vírus no esgoto das diferentes regiões monitoradas, o que pode ajudar a entender a dinâmica de circulação do vírus. Outra linha de atuação é o mapeamento do esgoto para identificar áreas com maior incidência da doença e usar os dados obtidos como uma ferramenta de alerta precoce para novos surtos, por exemplo.

A Rede é coordenada pela ANA e INCT ETEs Sustentáveis com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e conta com os seguintes parceiros: Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além disso, a Rede conta com a parceria de companhias de saneamento locais e secretarias estaduais de Saúde.

Crédito:
Imprensa | ANA – Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico

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